O que é Coaching e como pode me ajudar?

O Coaching é um processo com começo, meio e fim, fundamentado em bases teóricas consistentes validadas cientificamente, suportado por ferramentas e metodologia. Trata-se de uma relação de parceria entre o Coach (profissional especializado) e o Coachee (a pessoa interessada em se desenvolver), onde o Coach faz o papel daquele que instiga o Coachee a refletir e encontrar as respostas que necessita para evoluir em suas aspirações, sejam elas em quais áreas forem.

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27 abril, 2009

A nova liderança

Mente e Cérebro – 177 – Stephen Reicher, s. Haslam e Michael Platow.No passado o líder era aquele que possuía carisma, inteligência e empatia. Estes seriam talentos inatos utilizados para conquistar seguidores e despertar o entusiasmo da equipe ou mesmo conseguir obediência. Estas teorias diziam que pessoas com este perfil poderiam ser bem sucedidas em qualquer situação.
No entanto, nos últimos anos vem surgindo uma nova imagem de liderança. No lugar do “dom” da autoridade inata, é preciso se esforçar para entender valores e opiniões das pessoas que pretende comandar, se quiser estabelecer relações produtivas. Compreender o funcionamento do grupo o que resulta em intervenções mais eficazes, o conceito de liderança portanto, está relacionado à capacidade de direcionar os interesses do grupo e não à obediência. Os mais hábeis não são aqueles que conseguem impor o que pensam mas sim aqueles que despertam nos colegas o desejo da cooperação. Para ganhar credibilidade os lideres de hoje devem se posicionar na equipe e não acima dela.

NÃO BASTA TER TALENTOS INATOS, O LÍDER MODERNO DEVE SER FLEXÍVEL, ADAPTAR-SE ÀS CARACTERÍSTICAS DO GRUPO E DESPERTAR NOS COLEGAS O DESEJO DA COOPERAÇÃO.

Portanto, um conjunto de traços não é mais possível ser determinado, sem se levar em conta as características da natureza do grupo.
Liderar hoje implica em escolher ações que o grupo considera legítimas. Evidentemente não se trata apenas de acatar normas da equipe, é preciso muitas vezes ajudar a defini-las. Flexibilidade e empatia são palavras–chave.
Max Weber (1864 – 1920) definiu o conceito da liderança carismática, um líder capaz de seduzir as massas, na emergente sociedade industrial. Após a primeira Guerra, líderes eminentes eram considerados salvadores. Com o surgimento do Nazismo e do Fascismo, na segunda Guerra, iniciou-se o questionamento de quais traços determinam a eficácia do comando. Nas décadas de 60 e 70, Fred Fielder, Psicólogo da Universidade de Washington sugere que o segredo da boa liderança reside em descobrir a combinação perfeita entre o indivíduo e o desafio que o confronta. Com a prática deste modelo, retoma-se o conceito da liderança carismática. Ao final doas anos 70 James McGregor retoma o conceito de que apenas uma pessoa com atributos específicos é capaz de realizar transformações em organizações e na sociedade.
A liderança forte, contudo, surge de uma relação fortemente estabelecida entre líderes e seguidores e exige o conhecimento de conceitos de psicologia de grupo.
Henri Tajfel e John Turner, ao final dos anos 70 levantam em pesquisas que é a percepção de uma “identidade social”, a convicção de que pertencem a um grupo que permite às pessoas agir como membros de uma coletividade possibilitando o consenso em relação as prioridades e a coordenação de esforços em busca de metas partilhadas.
Tim Blanning (historiador Britânico) explica que nas sociedades em que os indivíduos não se sentem parte de uma nação, o comando é exercido por meio de decisões arbitrárias.
Líderes eficazes são o protótipo do grupo e, ao mesmo tempo expressam comportamentos que os diferenciam dos demais.
É fato que os comportamentos do líder têm que se afinar com a cultura do grupo liderado. Até mesmo a inteligência pode ter sua necessidade questionada em determinadas situações. Muitas vezes, ser realista ou confiável é mais importante que se mostrar inteligente.
Peter Drucker afirmou no livro “As fronteiras da administração”- 1986 – “Salários muito altos no topo abalam a equipe que passa a considerar o próprio gerente como adversário em vez de colega. Essa estratégia apaga qualquer disposição das pessoas de pensar coletivamente e se esforçar para algo além do próprio interesse imediato”.
O líder não apenas resgata identidades, mas leva os seguidores a vivenciá-las.o que pode permitir intervenções revolucionárias em equipes, em organizações e na sociedade. Mas, se o elemento comum proposto par ao grupo estiver fora de sintonia com a realidade, será descartado em favor de alternativas mais viáveis.
A criação de rituais e símbolos para reproduzir o sentido de identidade exerce papel fundamental.
A eficácia de um líder não depende apenas de suas ações, o papel dos liderados é decisivo, sobretudo em relação à forma como vêem a figura de autoridade: consideram-na como um deles embora reconheçam seu destaque? São atraídos por suas visões e opiniões? Participam de rituais, cerimônias e adotam símbolos do empreendimento? Líderes e seguidores precisam partilhar uma identidade que direcione a ação conjunta.
Seja qual for o cenário, o desenvolvimento de uma identificação social compartilhada é a base da liderança influente e criativa.

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