Monique Edelstein
Desde muito cedo ouvimos de nossos zelosos cuidadores: “Olha lá o que você vai fazer”, “Você nunca fez isso, cuidado”, “Não mexe nisso que você não conhece”, “Não se meta com aquilo que você não sabe”, “Você não sabe fazer isso, deixa que eu faço”, etc. São frases bem animadoras.
A medida que vamos crescendo, desenvolvendo nossas habilidades, começa então uma nova etapa: “O mundo é seu, você tem que ir atrás”, “Você tem que decidir o que vai ser”, “Decida, a escolha é sua”, “O mundo está cheio de opções”, “Com tanta coisa pra fazer e você fica ai sem saber por onde começar”, etc.
Observe que ao unir estas duas situações contrastantes, antagônicas, você acaba se encontrando a beira de um buraco negro. Foi condicionado a temer o desconhecido, Aprendeu que não deve se meter com aquilo que não sabe, que não domina, deve temer o desconhecido e de repente, é estimulado, lhe é dado, lhe é cobrado o poder da escolha e que pode escolher qualquer ramo de atividade que desejar.
Não é a toa que vivemos a era do medo, medo de tudo, difícil até mesmo de classificar este medo, medo nem sei do que, apenas que é medo.
E então, você já gente grande, precisa enfrentar o desconhecido, fazer o que nunca fez antes, fazer o que foi condicionado a não fazer, mexer com assuntos que ainda não conhece, meter-se em assuntos novos, com competência, assertividade, segurança e ainda por cima, demonstrando tudo isso através de suas palavras e atitudes.
Um Universo de opções à sua frente e você precisa decidir qual delas você escolherá. A escolha de uma elimina a possibilidade da outra, mas todas elas são desconhecidas, como saber a que dará mais retorno, mais satisfação!
Só mesmo indo lá para saber. É preciso que você se prepare e assuma seu desejo de experimentar, aceitando que há riscos em qualquer caminhada e que eles podem ser controlados quando percebidos. Uma das formas é conhecendo-se a si próprio, ter consciência de seus talentos, de suas habilidades, ter claro para si mesmo o seu repertório de respostas às diferentes situações.
O Universo está mesmo a sua espera, isso não significa que você precisa sair correndo abraçando a tudo de uma só vez. Avalie, pese as possíveis conseqüências, positivas e negativas, avalie o seu preparo para cada uma delas. Fique alerta a indicadores e saiba que não há como chegar perto do sucesso sem ultrapassar o fracasso, eles andam juntos.
Conhecer o seu repertório interno é a grande ferramenta contra a paralisia do medo. Enfrente os monstros que ficavam embaixo da cama e dentro do armário. Alguns podem parecer assustadores, mas são domesticáveis. Ao acender das luzes eles sempre sumiam, não sobreviviam ao conhecimento.
O que é Coaching e como pode me ajudar?
O Coaching é um processo com começo, meio e fim, fundamentado em bases teóricas consistentes validadas cientificamente, suportado por ferramentas e metodologia. Trata-se de uma relação de parceria entre o Coach (profissional especializado) e o Coachee (a pessoa interessada em se desenvolver), onde o Coach faz o papel daquele que instiga o Coachee a refletir e encontrar as respostas que necessita para evoluir em suas aspirações, sejam elas em quais áreas forem.
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27 janeiro, 2010
23 novembro, 2009
Por que nos chocamos ao conquistarmos um objetivo?
Monique Edelstein
É curioso como nos chocamos ao perceber que as coisas saíram bem, mesmo contrariando nossas expectativas.
Quantas vezes nos dirigimos a alguém já com idéias pré-concebidas de que seremos mal atendidos, de que teremos de lidar com um sem número de obstáculos e dificuldades, e ainda enfrentaremos problemas que sequer imaginamos.
Para nosso espanto, frequentemente nada disso acontece. Somos surpreendidos com o exato oposto das nossas piores suposições.
O projeto caminha de forma natural, a equipe responde à pressão, soluções inovadoras surgem na hora do cafezinho, os obstáculos são contornados com bom humor e ficam para trás.
E isso nos espanta, é como se estivéssemos torcendo para não dar certo, ficamos incrédulos frente ao sucesso, frente à conquista do objetivo.
Pior ainda é que somos capazes de virar para a equipe e proferir a famosa frase - “não acredito que conseguimos!”
O que sua equipe pensa nesse dado momento pode variar, mas com certeza não é algo positivo, coisas desse tipo:
• Não seríamos capazes?
• O projeto foi mal dimensionado?
• Nossos recursos não atendem às necessidades?
• Nosso chefe aceitou um desafio com a certeza de que falharíamos?
Como você negocia um novo projeto para sua área? Com base em quais aspectos você aceita um desafio que levará para a sua equipe?
Como apresenta este desafio para a equipe e como divide as tarefas dentro do grupo? Quem decide quem fará o que?
Muitas vezes, na ânsia de conquistar alguns pontos frente à nossa liderança acabamos por aceitar projetos sem a devida avaliação, assumindo riscos no lugar de compromissos.
Algo nos faz duvidar que nossa equipe ou fornecedores possam atender nossas necessidades e mesmo assim oferecemos o desafio. Muitas vezes com uma ponta de dúvida que aparece bastante clara seja em nossa fala, ao nosso olhar, em nossa forme de expressar o assunto ou nas frases que deixamos escapar, do tipo “você tem certeza de que é capaz de me entregar isso?” Repetidas vezes ao longo da conversa. “olha que esse projeto é fundamental para a minha posição”, como se não fosse importante para os executores.
Fazer com que equipes bem formadas sejam capazes de superar os mais difíceis obstáculos e saírem fortificadas, depende única e exclusivamente da sua liderança.
A constituição equipe feita de diferentes forças e características pode oferecer um leque de soluções maiores e possibilita o desenvolvimento de projetos cada vez mais audaciosos.
Lembrando que o que motiva pessoas são desafios proporcionais aos seus conhecimentos, o reconhecimento de suas habilidades e competências e a possibilidade de evoluir diariamente erramos feio ao reduzir a motivação e a remuneração dos indivíduos.
A remuneração é obrigação cumprida, a recompensa financeira. Dura no máximo três meses. O reconhecimento e a valorização do individuo duram para sempre.
É curioso como nos chocamos ao perceber que as coisas saíram bem, mesmo contrariando nossas expectativas.
Quantas vezes nos dirigimos a alguém já com idéias pré-concebidas de que seremos mal atendidos, de que teremos de lidar com um sem número de obstáculos e dificuldades, e ainda enfrentaremos problemas que sequer imaginamos.
Para nosso espanto, frequentemente nada disso acontece. Somos surpreendidos com o exato oposto das nossas piores suposições.
O projeto caminha de forma natural, a equipe responde à pressão, soluções inovadoras surgem na hora do cafezinho, os obstáculos são contornados com bom humor e ficam para trás.
E isso nos espanta, é como se estivéssemos torcendo para não dar certo, ficamos incrédulos frente ao sucesso, frente à conquista do objetivo.
Pior ainda é que somos capazes de virar para a equipe e proferir a famosa frase - “não acredito que conseguimos!”
O que sua equipe pensa nesse dado momento pode variar, mas com certeza não é algo positivo, coisas desse tipo:
• Não seríamos capazes?
• O projeto foi mal dimensionado?
• Nossos recursos não atendem às necessidades?
• Nosso chefe aceitou um desafio com a certeza de que falharíamos?
Como você negocia um novo projeto para sua área? Com base em quais aspectos você aceita um desafio que levará para a sua equipe?
Como apresenta este desafio para a equipe e como divide as tarefas dentro do grupo? Quem decide quem fará o que?
Muitas vezes, na ânsia de conquistar alguns pontos frente à nossa liderança acabamos por aceitar projetos sem a devida avaliação, assumindo riscos no lugar de compromissos.
Algo nos faz duvidar que nossa equipe ou fornecedores possam atender nossas necessidades e mesmo assim oferecemos o desafio. Muitas vezes com uma ponta de dúvida que aparece bastante clara seja em nossa fala, ao nosso olhar, em nossa forme de expressar o assunto ou nas frases que deixamos escapar, do tipo “você tem certeza de que é capaz de me entregar isso?” Repetidas vezes ao longo da conversa. “olha que esse projeto é fundamental para a minha posição”, como se não fosse importante para os executores.
Fazer com que equipes bem formadas sejam capazes de superar os mais difíceis obstáculos e saírem fortificadas, depende única e exclusivamente da sua liderança.
A constituição equipe feita de diferentes forças e características pode oferecer um leque de soluções maiores e possibilita o desenvolvimento de projetos cada vez mais audaciosos.
Lembrando que o que motiva pessoas são desafios proporcionais aos seus conhecimentos, o reconhecimento de suas habilidades e competências e a possibilidade de evoluir diariamente erramos feio ao reduzir a motivação e a remuneração dos indivíduos.
A remuneração é obrigação cumprida, a recompensa financeira. Dura no máximo três meses. O reconhecimento e a valorização do individuo duram para sempre.
Quem sabe para onde o próximo passo pode nos levar?
Monique Edelstein
Alguém já disse que em uma jornada o primeiro passo é o mais importante. Concordo em parte. O primeiro passo é, sob certos aspectos, fundamental, é o primeiro degrau a transpor na busca do desenvolvimento pessoal. De outra forma ficaríamos estagnados, paralisados, congelados no tempo e espaço.
Mas... E os próximos?
Uma das coisas que mais escuto é que as pessoas têm medo de transpor esse obstáculo, o que em parte é saudável. O medo nos ajuda preservar a vida e manter os pés no chão. Mas, esse medo do desconhecido não tem como ser debelado se não conhecermos o que está a nossa espera.
Qualquer projeção futura que fazemos baseada em pré-sentimentos, em fatos passados e em aprendizados através da experiência alheia, não passa de pura elucubração.
As chances de que tudo aconteça exatamente como previmos não é lá muito acurada. Com certeza nossa profecia não se realizará, a menos que trabalhemos muito por ela.
O medo mais comum é o de falharmos, diz Theodore Zeldin: “se queremos acertar, temos que dar uma chance ao malogro”. Se eu não der uma chance ao malogro estarei tampouco, ofertando chance ao sucesso, uma vez que eles correm paralelamente. Se quisermos alcançar o sucesso, precisamos estar atentos aos riscos de malogro que nos acompanham e buscarmos formas de liquidá-los à medida que surgirem, pois é impossível prever o que acontecerá.
Cada passo que tomamos é importante e fundamental, pode a qualquer momento nos direcionar para o inesperado, como também para o desejado.
Quem decidirá meus passos serei eu, seja por influencia de terceiros ou escolhas minhas. A decisão final de dar ou não o primeiro passo é minha e apenas minha, a responsabilidade da jornada é minha, o resultado da jornada é meu. Não terei a quem culpar pelo malogro ou aplaudir pelo sucesso.
O fato é que há quem tema muito mais ao sucesso do que ao fracasso. O sucesso, uma vez alcançado, faz com que se instale um sentido de que agora não podemos mais afundar e que o nível de exigência só subirá, que a partir daquele momento nada será aceito exceto o melhor e isso faz com que recuemos e baixemos o nível da nossa própria exigência.
E isso ocorre simplesmente porque nosso medo é de que podemos falhar lá na frente, de novo, o mesmo medo alimentando o ciclo.
Não há como saber com certeza absoluta o que irá acontecer, mas é possível cercar-se de informações e indicadores que sinalizam a qualidade da rota, e se houver algum alerta teremos tempo para corrigir o que for necessário.
Pense no significado da palavra experimentar. Pense no significado da palavra acompanhar. Pense no significado da palavra alcançar.
Alguém já disse que em uma jornada o primeiro passo é o mais importante. Concordo em parte. O primeiro passo é, sob certos aspectos, fundamental, é o primeiro degrau a transpor na busca do desenvolvimento pessoal. De outra forma ficaríamos estagnados, paralisados, congelados no tempo e espaço.
Mas... E os próximos?
Uma das coisas que mais escuto é que as pessoas têm medo de transpor esse obstáculo, o que em parte é saudável. O medo nos ajuda preservar a vida e manter os pés no chão. Mas, esse medo do desconhecido não tem como ser debelado se não conhecermos o que está a nossa espera.
Qualquer projeção futura que fazemos baseada em pré-sentimentos, em fatos passados e em aprendizados através da experiência alheia, não passa de pura elucubração.
As chances de que tudo aconteça exatamente como previmos não é lá muito acurada. Com certeza nossa profecia não se realizará, a menos que trabalhemos muito por ela.
O medo mais comum é o de falharmos, diz Theodore Zeldin: “se queremos acertar, temos que dar uma chance ao malogro”. Se eu não der uma chance ao malogro estarei tampouco, ofertando chance ao sucesso, uma vez que eles correm paralelamente. Se quisermos alcançar o sucesso, precisamos estar atentos aos riscos de malogro que nos acompanham e buscarmos formas de liquidá-los à medida que surgirem, pois é impossível prever o que acontecerá.
Cada passo que tomamos é importante e fundamental, pode a qualquer momento nos direcionar para o inesperado, como também para o desejado.
Quem decidirá meus passos serei eu, seja por influencia de terceiros ou escolhas minhas. A decisão final de dar ou não o primeiro passo é minha e apenas minha, a responsabilidade da jornada é minha, o resultado da jornada é meu. Não terei a quem culpar pelo malogro ou aplaudir pelo sucesso.
O fato é que há quem tema muito mais ao sucesso do que ao fracasso. O sucesso, uma vez alcançado, faz com que se instale um sentido de que agora não podemos mais afundar e que o nível de exigência só subirá, que a partir daquele momento nada será aceito exceto o melhor e isso faz com que recuemos e baixemos o nível da nossa própria exigência.
E isso ocorre simplesmente porque nosso medo é de que podemos falhar lá na frente, de novo, o mesmo medo alimentando o ciclo.
Não há como saber com certeza absoluta o que irá acontecer, mas é possível cercar-se de informações e indicadores que sinalizam a qualidade da rota, e se houver algum alerta teremos tempo para corrigir o que for necessário.
Pense no significado da palavra experimentar. Pense no significado da palavra acompanhar. Pense no significado da palavra alcançar.
02 junho, 2009
O trabalho em equipe é possível
Monique Edelstein
Desde o começo dos tempos a humanidade busca se juntar em grupos, pequenos ou grandes, para obter um objetivo em comum.
Na era das cavernas, quando saiam à caça, os homens formavam pequenos grupos, ou mesmo duplas, para obter o alimento de suas famílias ou tribos ou, usando um termo mais atual, para sua comunidade.
Uma torcida é formada por um enorme numero de pessoas que tem como objetivo empurrar seu time a vitória. Isto é um grande grupo.
Há ainda o grupo imenso que é uma Escola de Samba, que tem o objetivo de ser eleita a melhor do ano em uma única apresentação, não há segunda chance.
Já o time, por sua vez, é formado por um menor número de pessoas com um mesmo objetivo.
Nos três casos podemos observar que há a união de pessoas para a obtenção de um mesmo objetivo, mas cada uma com suas habilidades e forma de atuação especifica.
No pequeno grupo já é possível notar uma divisão de papéis, aquele com melhor mira, aquele com melhor audição e assim por diante, não se aventurava sair sozinho, pois era perigoso. O grupo tinha como principal função a segurança de seus integrantes.
No torcida, por exemplo, não há divisão alguma, não há ordem, impera a desordem e ausência de liderança. O indivíduo se torna invisível quando no meio da multidão. Está lá atuando de forma passiva (embora não pareça), pouco pode efetivamente fazer para garantir o objetivo.
Já na Escola de Samba, apesar do seu tamanho, há ordem, há divisão de papéis, há organização e cada um carrega dentro de si o desejo de se consagrar campeão e atua como responsável por tal. Sua ação é diretamente responsável por cada ponto que a Escola irá obter.
No time de futebol, um número menor de pessoas com papéis bem definidos, cada um fazendo aquilo que faz melhor em uma posição estabelecida. Estas posições e papéis foram desta forma estabelecidos porque cada integrante foi avaliado e este é o seu melhor, desde o carregador dos uniformes até o atacante, cada um tem um papel claro e definido sobre o que deve ser feito. O objetivo é o mesmo. Todos compartilham do mesmo desejo e sonho da vitória.
Será que nos dedicamos tanto quanto deveríamos, para a estruturação destas equipes, quando montamos equipes de trabalho? Será que avaliamos cuidadosamente as pessoas que contratamos ou que promovemos? Será que elas são capazes de atuar em time? Quem determina o papel que irão cumprir sabe dizer com certeza se há habilidade para a realização da tarefa?
Equipes hoje são muito mais um grupo de pessoas brigando para se defender de possíveis falhas do que um time jogando para ganhar.
A formação de equipes é a base para o seu sucesso, não posso pretender que algo para o qual não dediquei atenção e esforço necessário irá gerar os resultados que eu pretendo.
Pessoas podem e devem ser desenvolvidas, mas é preciso que haja potencial para isso. Nem todos são bons nas mesmas tarefas e alguns se superam onde ninguém imaginava.
O primeiro passo para o resultado esperado é sem dúvida a formação de uma equipe consistente, consciente de suas funções e principalmente dos objetivos estabelecidos.
Para formar uma equipe é fundamental que se saiba o que se espera dela, somente desta forma saberemos quais as competências necessárias e poderemos estabelecer quem irá compor este time. Não confunda objetivo com tarefa, são duas coisas completamente distintas.
Objetivo, por exemplo, é onde queremos chegar, com que qualidade queremos concluir cada processo, qual o volume de crescimento que desejamos atingir, etc.
Atividade, por exemplo, é manter a limpeza, cumprir tarefas no tempo certo, etc.
Há um ditado antigo que diz: Se não sei para onde vou, qualquer direção serve.
Reflita se a sua direção está determinada, se os seus colaboradores sabem qual direção seguir e principalmente se você sabe quem pode e deve fazer o que na equipe hora em desenvolvimento.
Desde o começo dos tempos a humanidade busca se juntar em grupos, pequenos ou grandes, para obter um objetivo em comum.
Na era das cavernas, quando saiam à caça, os homens formavam pequenos grupos, ou mesmo duplas, para obter o alimento de suas famílias ou tribos ou, usando um termo mais atual, para sua comunidade.
Uma torcida é formada por um enorme numero de pessoas que tem como objetivo empurrar seu time a vitória. Isto é um grande grupo.
Há ainda o grupo imenso que é uma Escola de Samba, que tem o objetivo de ser eleita a melhor do ano em uma única apresentação, não há segunda chance.
Já o time, por sua vez, é formado por um menor número de pessoas com um mesmo objetivo.
Nos três casos podemos observar que há a união de pessoas para a obtenção de um mesmo objetivo, mas cada uma com suas habilidades e forma de atuação especifica.
No pequeno grupo já é possível notar uma divisão de papéis, aquele com melhor mira, aquele com melhor audição e assim por diante, não se aventurava sair sozinho, pois era perigoso. O grupo tinha como principal função a segurança de seus integrantes.
No torcida, por exemplo, não há divisão alguma, não há ordem, impera a desordem e ausência de liderança. O indivíduo se torna invisível quando no meio da multidão. Está lá atuando de forma passiva (embora não pareça), pouco pode efetivamente fazer para garantir o objetivo.
Já na Escola de Samba, apesar do seu tamanho, há ordem, há divisão de papéis, há organização e cada um carrega dentro de si o desejo de se consagrar campeão e atua como responsável por tal. Sua ação é diretamente responsável por cada ponto que a Escola irá obter.
No time de futebol, um número menor de pessoas com papéis bem definidos, cada um fazendo aquilo que faz melhor em uma posição estabelecida. Estas posições e papéis foram desta forma estabelecidos porque cada integrante foi avaliado e este é o seu melhor, desde o carregador dos uniformes até o atacante, cada um tem um papel claro e definido sobre o que deve ser feito. O objetivo é o mesmo. Todos compartilham do mesmo desejo e sonho da vitória.
Será que nos dedicamos tanto quanto deveríamos, para a estruturação destas equipes, quando montamos equipes de trabalho? Será que avaliamos cuidadosamente as pessoas que contratamos ou que promovemos? Será que elas são capazes de atuar em time? Quem determina o papel que irão cumprir sabe dizer com certeza se há habilidade para a realização da tarefa?
Equipes hoje são muito mais um grupo de pessoas brigando para se defender de possíveis falhas do que um time jogando para ganhar.
A formação de equipes é a base para o seu sucesso, não posso pretender que algo para o qual não dediquei atenção e esforço necessário irá gerar os resultados que eu pretendo.
Pessoas podem e devem ser desenvolvidas, mas é preciso que haja potencial para isso. Nem todos são bons nas mesmas tarefas e alguns se superam onde ninguém imaginava.
O primeiro passo para o resultado esperado é sem dúvida a formação de uma equipe consistente, consciente de suas funções e principalmente dos objetivos estabelecidos.
Para formar uma equipe é fundamental que se saiba o que se espera dela, somente desta forma saberemos quais as competências necessárias e poderemos estabelecer quem irá compor este time. Não confunda objetivo com tarefa, são duas coisas completamente distintas.
Objetivo, por exemplo, é onde queremos chegar, com que qualidade queremos concluir cada processo, qual o volume de crescimento que desejamos atingir, etc.
Atividade, por exemplo, é manter a limpeza, cumprir tarefas no tempo certo, etc.
Há um ditado antigo que diz: Se não sei para onde vou, qualquer direção serve.
Reflita se a sua direção está determinada, se os seus colaboradores sabem qual direção seguir e principalmente se você sabe quem pode e deve fazer o que na equipe hora em desenvolvimento.
25 maio, 2009
A Ratoeira
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos.
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa! A galinha, disse:
- Desculpe-me Senhor Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me incomoda.
O rato foi até o porco e lhe disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Senhor Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.
O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:
- O que Senhor Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia caído na ratoeira. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia prendido a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou seu cutelo (pequeno facão) e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral.
O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
03 abril, 2009
Como administrar esse ruído?
Monique Edelstein
Seja você o líder ou o integrante de uma equipe pensa que sua equipe não vai chegar onde você quer, ou, ao ouvir a meta, sabe que não será alcançada.
Então estamos combinados, o líder finge que lidera e a equipe finge que é liderada!? É esse o cenário que observamos hoje na maioria das organizações?
Em alguma parte do caminho deixamos de lado a preocupação de nos fazer entender, e esquecemos que nem todo mundo pensa como nós, que existem pessoas com percepções e compreensões diferentes, e que a leitura que cada um faz é particular e impregnada de filtros que comprometem a compreensão imediata. Observa-se então que um dos primeiros passos de eliminação dos ruídos é a comunicação clara e transparente.
O líder que pretende de fato ter suas metas alcançadas deve buscar o entendimento absoluto da realidade de sua organização e é com suas equipes que ele obterá tal entendimento. Temos então outro passo que é a integração da liderança com as equipes, o envolvimento entre todos os participantes da Jornada.
Se há algum integrante desta equipe que pretende deliberadamente sabotar os planos, é de se imaginar que não há um alinhamento quanto aos propósitos e valores neste grupo. Mais uma vez encontramos outra prática, que é a de conhecer cada um dos meus gestores, estabelecer alinhamento não apenas quanto às metas, mas principalmente quanto aos valores praticados dentro desta organização. O mesmo pode se aplicar quando imaginamos que um adulto responsável deva ser coagido, forçado a fazer o seu melhor!!
Manter em sua equipe um gestor que crê que as decisões venham da liderança é estimular a acomodação, é aceitar que um profissional graduado apenas responda a um comando, que este profissional aceite que sua equipe aja desta mesma forma. Temos então, uma equipe acomodada, que não se mobilizará para o crescimento e desenvolvimento, nem seu nem do negócio. Um líder que aceita em suas equipes um profissional acomodado pagará a conta.
O artigo que mais falta hoje nas organizações é a comunicação. Não estou falando de emails, memorandos e atas de reunião, estou falando de comunicar uma idéia e esta ser compreendida por todos os envolvidos.
Reflita rapidamente quando foi a última vez que algo que você falou foi perfeitamente compreendido e o resultado foi exatamente aquele que você esperava.
Quantas vezes você tem ouvido: “Eu não compreendi desta forma.”
Quantas vezes você saiu de uma reunião se perguntando: “Do que se tratava?”
Seja você o líder ou o integrante de uma equipe pensa que sua equipe não vai chegar onde você quer, ou, ao ouvir a meta, sabe que não será alcançada.
Então estamos combinados, o líder finge que lidera e a equipe finge que é liderada!? É esse o cenário que observamos hoje na maioria das organizações?
Em alguma parte do caminho deixamos de lado a preocupação de nos fazer entender, e esquecemos que nem todo mundo pensa como nós, que existem pessoas com percepções e compreensões diferentes, e que a leitura que cada um faz é particular e impregnada de filtros que comprometem a compreensão imediata. Observa-se então que um dos primeiros passos de eliminação dos ruídos é a comunicação clara e transparente.
O líder que pretende de fato ter suas metas alcançadas deve buscar o entendimento absoluto da realidade de sua organização e é com suas equipes que ele obterá tal entendimento. Temos então outro passo que é a integração da liderança com as equipes, o envolvimento entre todos os participantes da Jornada.
Se há algum integrante desta equipe que pretende deliberadamente sabotar os planos, é de se imaginar que não há um alinhamento quanto aos propósitos e valores neste grupo. Mais uma vez encontramos outra prática, que é a de conhecer cada um dos meus gestores, estabelecer alinhamento não apenas quanto às metas, mas principalmente quanto aos valores praticados dentro desta organização. O mesmo pode se aplicar quando imaginamos que um adulto responsável deva ser coagido, forçado a fazer o seu melhor!!
Manter em sua equipe um gestor que crê que as decisões venham da liderança é estimular a acomodação, é aceitar que um profissional graduado apenas responda a um comando, que este profissional aceite que sua equipe aja desta mesma forma. Temos então, uma equipe acomodada, que não se mobilizará para o crescimento e desenvolvimento, nem seu nem do negócio. Um líder que aceita em suas equipes um profissional acomodado pagará a conta.
O artigo que mais falta hoje nas organizações é a comunicação. Não estou falando de emails, memorandos e atas de reunião, estou falando de comunicar uma idéia e esta ser compreendida por todos os envolvidos.
Reflita rapidamente quando foi a última vez que algo que você falou foi perfeitamente compreendido e o resultado foi exatamente aquele que você esperava.
Quantas vezes você tem ouvido: “Eu não compreendi desta forma.”
Quantas vezes você saiu de uma reunião se perguntando: “Do que se tratava?”
02 março, 2009
O besouro tem tudo para dar errado
Monique Edelstein
Será que o besouro é surdo? Será que ele tem audição seletiva e escolhe não ouvir o que não lhe ajuda?
Se você olhar tecnicamente, o besouro não tem a menor estrutura para ser um voador. Sua carapaça é pesada e grande, suas asas pequenas e aparentemente frágeis, sua forma pode ser tudo menos aerodinâmica, mas, quem foi que se esqueceu de avisá-lo sobre tudo isso?
Ele simplesmente abre sua carapaça, bate suas asas e sai voando, e se bater em algo, e daí? Ele começa de novo e chega onde quer, obtém o que foi buscar.
O que o besouro faz diferente de nós que temos tudo o que precisamos para obter o que desejamos e que se não tivermos, podemos tratar de desenvolver?
Com certeza você conhece a história de pessoas que tinham tudo para dar errado e que “surpreenderam” realizando muito mais do que se imaginava possível.
Seriam estas pessoas feitas de um material especial e diferenciado? Pois afirmo, não são não, são feitos do mesmo material que todos os demais, são tão seres humanos como outros.
O que diferencia estas pessoas é que elas acreditam em seu poder realizador e que seus sonhos são importantes o bastante para serem levados a sério.
O que os diferencia é a força de vontade de enfrentar desafios que muitas vezes nem são encarados como desafios e sim como apenas uma nova etapa.
Enquanto eu encarar cada desafio como maior do que meu poder de superá-lo, vou desprender energia desnecessariamente, energia esta que seria muito mais útil em outro momento. Mas não, eu fico em frente ao obstáculo desperdiçando um tempo precioso em lamúrias, suposições, delírios, nada que de fato se preste à solução.
Mais curioso ainda é que eu prefiro ouvir aqueles que me desencorajam, que me desestimulam, que insistem em apontar somente os pontos negativos e dificuldades, do que ouvir aqueles que acreditam em buscar algo mais, que acreditam que todo sonho é atingível. Eu ESCOLHO não ouvir estes.
Experimente por uma semana pegar emprestados os ouvidos de um besouro, ouça o que lhe serve para a construção, considere menos aos palpites de pouca confiança e pouca credibilidade.
Tente bater suas asas e observe aonde pode chegar, qual a distância que pode voar, mas tenha certeza de que sua carapaça aguenta o tombo e cuide para não cair de costas.
Tomando certos cuidados, avaliando certos riscos, com certeza poderá chegar mais longe!
Será que o besouro é surdo? Será que ele tem audição seletiva e escolhe não ouvir o que não lhe ajuda?
Se você olhar tecnicamente, o besouro não tem a menor estrutura para ser um voador. Sua carapaça é pesada e grande, suas asas pequenas e aparentemente frágeis, sua forma pode ser tudo menos aerodinâmica, mas, quem foi que se esqueceu de avisá-lo sobre tudo isso?
Ele simplesmente abre sua carapaça, bate suas asas e sai voando, e se bater em algo, e daí? Ele começa de novo e chega onde quer, obtém o que foi buscar.
O que o besouro faz diferente de nós que temos tudo o que precisamos para obter o que desejamos e que se não tivermos, podemos tratar de desenvolver?
Com certeza você conhece a história de pessoas que tinham tudo para dar errado e que “surpreenderam” realizando muito mais do que se imaginava possível.
Seriam estas pessoas feitas de um material especial e diferenciado? Pois afirmo, não são não, são feitos do mesmo material que todos os demais, são tão seres humanos como outros.
O que diferencia estas pessoas é que elas acreditam em seu poder realizador e que seus sonhos são importantes o bastante para serem levados a sério.
O que os diferencia é a força de vontade de enfrentar desafios que muitas vezes nem são encarados como desafios e sim como apenas uma nova etapa.
Enquanto eu encarar cada desafio como maior do que meu poder de superá-lo, vou desprender energia desnecessariamente, energia esta que seria muito mais útil em outro momento. Mas não, eu fico em frente ao obstáculo desperdiçando um tempo precioso em lamúrias, suposições, delírios, nada que de fato se preste à solução.
Mais curioso ainda é que eu prefiro ouvir aqueles que me desencorajam, que me desestimulam, que insistem em apontar somente os pontos negativos e dificuldades, do que ouvir aqueles que acreditam em buscar algo mais, que acreditam que todo sonho é atingível. Eu ESCOLHO não ouvir estes.
Experimente por uma semana pegar emprestados os ouvidos de um besouro, ouça o que lhe serve para a construção, considere menos aos palpites de pouca confiança e pouca credibilidade.
Tente bater suas asas e observe aonde pode chegar, qual a distância que pode voar, mas tenha certeza de que sua carapaça aguenta o tombo e cuide para não cair de costas.
Tomando certos cuidados, avaliando certos riscos, com certeza poderá chegar mais longe!
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Coaching,
Coragem
16 fevereiro, 2009
Os papéis que vivemos
Monique Edelstein
Mesmo antes de nascer nosso papel dentro da família começa a ser definido.
O time que iremos torcer, a profissão que desenvolveremos, o que receberemos de nossos pais que eles não receberam dos pais deles, como seremos educados, com quem andaremos, seremos amigos de quem. Se formos o primeiro filho, sonhos são depositados sobre nossas vidas, dependendo se for menino ou menina, cada um destes sonhos pode assumir uma proporção diferente.
O fato é: nosso papel é determinado antes mesmo que possamos realizar nossa primeira respiração.
Se é de nosso agrado ou não, isso pouco influencia, uma vez que “criança não tem querer” e nossos pais sabem “o que é o melhor para nós”. Fazem isso com a melhor das boas intenções. E então, aceitamos o papel e vivemos nossas vidas muitas vezes dentro de um sapato que machuca o pé.
Quando na idade adulta, permanecemos aceitando papeis que nos são oferecidos porque é o que se espera de nós.
Se nos rebelamos e decidimos que algo deve mudar porque não está OK, enfrentamos resistências ferrenhas de todos os lados. Isso ocorre porque, uma vez que mudamos nossos caminhos, nossos comportamentos, nossas respostas ao mundo, aqueles que conosco convivem precisam repensar os seus papeis também, e, na maioria das vezes, um ou outro não está disposto a mudar, está confortável em seu papel, apenas obedecendo, apenas indo com a maré.
A mudança é muitas vezes um caminho sem volta. O lugar antigo não me atrai mais, eu sinto que não caibo mais naquele molde. É como se a pele tivesse ficado pequena e eu tivesse que rasgar e jogá-la fora.
É preciso coragem, força de vontade, disciplina, atenção a todos os sinais que devem ser observados, a tentação de não desagradar pessoas queridas, a tentação de não ter que assumir a responsabilidade de minhas escolhas, o conforto de ter a quem culpar.
Uma vez me disseram, “Eu descobri que precisava de um chefe para ter a quem culpar!”
Pois é, hoje esse corajoso e dedicado empresário vive a glória de ter encontrado seu caminho, de se responsabilizar por suas decisões e de se congratular pelos seus sucessos. O papel que ele representava não mais existe, dando espaço a uma vida mais criativa e rica de experiências boas, algumas nem tanto, faz parte do jogo. Mas ele está feliz. Muito feliz.
Eu lhe pergunto: no papel que você está vivendo, em qual capítulo é que o sentimento de gratificação e satisfação começarão a aparecer?
Há garantia de que irão aparecer? Quem será o culpado no caso de que o roteiro previsto não se apresente?
O que você pode fazer agora para garantir que esse momento chegará à sua vida?
Mesmo antes de nascer nosso papel dentro da família começa a ser definido.
O time que iremos torcer, a profissão que desenvolveremos, o que receberemos de nossos pais que eles não receberam dos pais deles, como seremos educados, com quem andaremos, seremos amigos de quem. Se formos o primeiro filho, sonhos são depositados sobre nossas vidas, dependendo se for menino ou menina, cada um destes sonhos pode assumir uma proporção diferente.
O fato é: nosso papel é determinado antes mesmo que possamos realizar nossa primeira respiração.
Se é de nosso agrado ou não, isso pouco influencia, uma vez que “criança não tem querer” e nossos pais sabem “o que é o melhor para nós”. Fazem isso com a melhor das boas intenções. E então, aceitamos o papel e vivemos nossas vidas muitas vezes dentro de um sapato que machuca o pé.
Quando na idade adulta, permanecemos aceitando papeis que nos são oferecidos porque é o que se espera de nós.
Se nos rebelamos e decidimos que algo deve mudar porque não está OK, enfrentamos resistências ferrenhas de todos os lados. Isso ocorre porque, uma vez que mudamos nossos caminhos, nossos comportamentos, nossas respostas ao mundo, aqueles que conosco convivem precisam repensar os seus papeis também, e, na maioria das vezes, um ou outro não está disposto a mudar, está confortável em seu papel, apenas obedecendo, apenas indo com a maré.
A mudança é muitas vezes um caminho sem volta. O lugar antigo não me atrai mais, eu sinto que não caibo mais naquele molde. É como se a pele tivesse ficado pequena e eu tivesse que rasgar e jogá-la fora.
É preciso coragem, força de vontade, disciplina, atenção a todos os sinais que devem ser observados, a tentação de não desagradar pessoas queridas, a tentação de não ter que assumir a responsabilidade de minhas escolhas, o conforto de ter a quem culpar.
Uma vez me disseram, “Eu descobri que precisava de um chefe para ter a quem culpar!”
Pois é, hoje esse corajoso e dedicado empresário vive a glória de ter encontrado seu caminho, de se responsabilizar por suas decisões e de se congratular pelos seus sucessos. O papel que ele representava não mais existe, dando espaço a uma vida mais criativa e rica de experiências boas, algumas nem tanto, faz parte do jogo. Mas ele está feliz. Muito feliz.
Eu lhe pergunto: no papel que você está vivendo, em qual capítulo é que o sentimento de gratificação e satisfação começarão a aparecer?
Há garantia de que irão aparecer? Quem será o culpado no caso de que o roteiro previsto não se apresente?
O que você pode fazer agora para garantir que esse momento chegará à sua vida?
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01 fevereiro, 2009
Sua carreira é um cheque ao portador?
Monique Edelstein
Algumas frases caem em nosso colo e traduzem claramente horas de conversa. Almoçando com uma querida amiga, ouvi: “Meus amigos me dizem que eu faço o que aparecer, é como um cheque ao portador”, o que para ela está perfeitamente OK. Ela está muito feliz e satisfeita, por razões que apenas a ela interessam.
Então, como uma avalanche, me lembrei das inúmeras vezes que ouvi “O que eu estou fazendo aqui?”, “Como vim parar aqui?”, “Onde eu estava com a cabeça quando aceitei esse desafio?”, “Fui estudar isso porque meu pai é um grande profissional desta área!”, “Um dia eu vou fazer o que eu gosto, mas agora não dá.” E por aí afora.
Tenho certeza de que seja como emissor ou como ouvinte, estas e outras frases já povoaram seus pensamentos. Certamente estas pessoas não estão felizes com tal situação.
Então eu lhe pergunto: Sua carreira é um cheque ao portador?
Você já se perguntou qual objetivo está buscando? Há alguma chance de que você esteja correndo por uma trilha que o levará a um destino diferente daquele que você busca? Ou ainda, você está nadando, nadando e tem a sensação de que vai morrer na praia, que a cada dia, o seu objetivo parece mais distante?
Todo seu esforço tem atendido aos objetivos de quem? Quem é o portador dos seus resultados? E estes resultados são os que você buscou?
O movimento natural do ser humano é atender às expectativas externas, seguir a carreira do pai, ingressar em um segmento do momento, etc. Poucas vezes pensamos em fazer aquilo que gostamos mesmo que não seja a “tradição”, isso assusta, causa estranheza entre aqueles que nos cercam e que se preocupam com “garantia de futuro”. Crescemos ouvindo que trabalho é obrigação, que a vida de um adulto é cheia de obrigações, que diversão não enche barriga, que você não tem que gostar, tem que trabalhar.
A questão é que fazemos bem aquilo que nos propomos, mas fazemos melhor ainda aquilo que gostamos, aquilo que acelera nosso coração, aquilo que nos divertimos fazendo, que faz nossos olhos brilharem. Quando acontece o casamento entre o que eu faço com o que eu gosto, o sucesso é inevitável, o caminho para o resultado é claro, não há obstáculo capaz de nos deter, eles simplesmente parecem não existir, e se existem, são menores do que a vontade de chegar lá.
Pegue sua folha de cheque e leia o que está escrito na linha “pagar à”. Caso não seja o seu nome escrito em letras maiúsculas reflita e decida. Faça sua escolha, esteja consciente de que foi você quem decidiu o nome do portador.
Algumas frases caem em nosso colo e traduzem claramente horas de conversa. Almoçando com uma querida amiga, ouvi: “Meus amigos me dizem que eu faço o que aparecer, é como um cheque ao portador”, o que para ela está perfeitamente OK. Ela está muito feliz e satisfeita, por razões que apenas a ela interessam.
Então, como uma avalanche, me lembrei das inúmeras vezes que ouvi “O que eu estou fazendo aqui?”, “Como vim parar aqui?”, “Onde eu estava com a cabeça quando aceitei esse desafio?”, “Fui estudar isso porque meu pai é um grande profissional desta área!”, “Um dia eu vou fazer o que eu gosto, mas agora não dá.” E por aí afora.
Tenho certeza de que seja como emissor ou como ouvinte, estas e outras frases já povoaram seus pensamentos. Certamente estas pessoas não estão felizes com tal situação.
Então eu lhe pergunto: Sua carreira é um cheque ao portador?
Você já se perguntou qual objetivo está buscando? Há alguma chance de que você esteja correndo por uma trilha que o levará a um destino diferente daquele que você busca? Ou ainda, você está nadando, nadando e tem a sensação de que vai morrer na praia, que a cada dia, o seu objetivo parece mais distante?
Todo seu esforço tem atendido aos objetivos de quem? Quem é o portador dos seus resultados? E estes resultados são os que você buscou?
O movimento natural do ser humano é atender às expectativas externas, seguir a carreira do pai, ingressar em um segmento do momento, etc. Poucas vezes pensamos em fazer aquilo que gostamos mesmo que não seja a “tradição”, isso assusta, causa estranheza entre aqueles que nos cercam e que se preocupam com “garantia de futuro”. Crescemos ouvindo que trabalho é obrigação, que a vida de um adulto é cheia de obrigações, que diversão não enche barriga, que você não tem que gostar, tem que trabalhar.
A questão é que fazemos bem aquilo que nos propomos, mas fazemos melhor ainda aquilo que gostamos, aquilo que acelera nosso coração, aquilo que nos divertimos fazendo, que faz nossos olhos brilharem. Quando acontece o casamento entre o que eu faço com o que eu gosto, o sucesso é inevitável, o caminho para o resultado é claro, não há obstáculo capaz de nos deter, eles simplesmente parecem não existir, e se existem, são menores do que a vontade de chegar lá.
Pegue sua folha de cheque e leia o que está escrito na linha “pagar à”. Caso não seja o seu nome escrito em letras maiúsculas reflita e decida. Faça sua escolha, esteja consciente de que foi você quem decidiu o nome do portador.
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