O que é Coaching e como pode me ajudar?

O Coaching é um processo com começo, meio e fim, fundamentado em bases teóricas consistentes validadas cientificamente, suportado por ferramentas e metodologia. Trata-se de uma relação de parceria entre o Coach (profissional especializado) e o Coachee (a pessoa interessada em se desenvolver), onde o Coach faz o papel daquele que instiga o Coachee a refletir e encontrar as respostas que necessita para evoluir em suas aspirações, sejam elas em quais áreas forem.

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04 março, 2010

Mar sem fim

Amyr Klink
“… Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.

27 janeiro, 2010

O medo e as opções

Monique Edelstein

Desde muito cedo ouvimos de nossos zelosos cuidadores: “Olha lá o que você vai fazer”, “Você nunca fez isso, cuidado”, “Não mexe nisso que você não conhece”, “Não se meta com aquilo que você não sabe”, “Você não sabe fazer isso, deixa que eu faço”, etc. São frases bem animadoras.
A medida que vamos crescendo, desenvolvendo nossas habilidades, começa então uma nova etapa: “O mundo é seu, você tem que ir atrás”, “Você tem que decidir o que vai ser”, “Decida, a escolha é sua”, “O mundo está cheio de opções”, “Com tanta coisa pra fazer e você fica ai sem saber por onde começar”, etc.
Observe que ao unir estas duas situações contrastantes, antagônicas, você acaba se encontrando a beira de um buraco negro. Foi condicionado a temer o desconhecido, Aprendeu que não deve se meter com aquilo que não sabe, que não domina, deve temer o desconhecido e de repente, é estimulado, lhe é dado, lhe é cobrado o poder da escolha e que pode escolher qualquer ramo de atividade que desejar.
Não é a toa que vivemos a era do medo, medo de tudo, difícil até mesmo de classificar este medo, medo nem sei do que, apenas que é medo.
E então, você já gente grande, precisa enfrentar o desconhecido, fazer o que nunca fez antes, fazer o que foi condicionado a não fazer, mexer com assuntos que ainda não conhece, meter-se em assuntos novos, com competência, assertividade, segurança e ainda por cima, demonstrando tudo isso através de suas palavras e atitudes.
Um Universo de opções à sua frente e você precisa decidir qual delas você escolherá. A escolha de uma elimina a possibilidade da outra, mas todas elas são desconhecidas, como saber a que dará mais retorno, mais satisfação!
Só mesmo indo lá para saber. É preciso que você se prepare e assuma seu desejo de experimentar, aceitando que há riscos em qualquer caminhada e que eles podem ser controlados quando percebidos. Uma das formas é conhecendo-se a si próprio, ter consciência de seus talentos, de suas habilidades, ter claro para si mesmo o seu repertório de respostas às diferentes situações.
O Universo está mesmo a sua espera, isso não significa que você precisa sair correndo abraçando a tudo de uma só vez. Avalie, pese as possíveis conseqüências, positivas e negativas, avalie o seu preparo para cada uma delas. Fique alerta a indicadores e saiba que não há como chegar perto do sucesso sem ultrapassar o fracasso, eles andam juntos.
Conhecer o seu repertório interno é a grande ferramenta contra a paralisia do medo. Enfrente os monstros que ficavam embaixo da cama e dentro do armário. Alguns podem parecer assustadores, mas são domesticáveis. Ao acender das luzes eles sempre sumiam, não sobreviviam ao conhecimento.

23 novembro, 2009

Quem sabe para onde o próximo passo pode nos levar?

Monique Edelstein

Alguém já disse que em uma jornada o primeiro passo é o mais importante. Concordo em parte. O primeiro passo é, sob certos aspectos, fundamental, é o primeiro degrau a transpor na busca do desenvolvimento pessoal. De outra forma ficaríamos estagnados, paralisados, congelados no tempo e espaço.
Mas... E os próximos?
Uma das coisas que mais escuto é que as pessoas têm medo de transpor esse obstáculo, o que em parte é saudável. O medo nos ajuda preservar a vida e manter os pés no chão. Mas, esse medo do desconhecido não tem como ser debelado se não conhecermos o que está a nossa espera.
Qualquer projeção futura que fazemos baseada em pré-sentimentos, em fatos passados e em aprendizados através da experiência alheia, não passa de pura elucubração.
As chances de que tudo aconteça exatamente como previmos não é lá muito acurada. Com certeza nossa profecia não se realizará, a menos que trabalhemos muito por ela.
O medo mais comum é o de falharmos, diz Theodore Zeldin: “se queremos acertar, temos que dar uma chance ao malogro”. Se eu não der uma chance ao malogro estarei tampouco, ofertando chance ao sucesso, uma vez que eles correm paralelamente. Se quisermos alcançar o sucesso, precisamos estar atentos aos riscos de malogro que nos acompanham e buscarmos formas de liquidá-los à medida que surgirem, pois é impossível prever o que acontecerá.
Cada passo que tomamos é importante e fundamental, pode a qualquer momento nos direcionar para o inesperado, como também para o desejado.
Quem decidirá meus passos serei eu, seja por influencia de terceiros ou escolhas minhas. A decisão final de dar ou não o primeiro passo é minha e apenas minha, a responsabilidade da jornada é minha, o resultado da jornada é meu. Não terei a quem culpar pelo malogro ou aplaudir pelo sucesso.
O fato é que há quem tema muito mais ao sucesso do que ao fracasso. O sucesso, uma vez alcançado, faz com que se instale um sentido de que agora não podemos mais afundar e que o nível de exigência só subirá, que a partir daquele momento nada será aceito exceto o melhor e isso faz com que recuemos e baixemos o nível da nossa própria exigência.
E isso ocorre simplesmente porque nosso medo é de que podemos falhar lá na frente, de novo, o mesmo medo alimentando o ciclo.
Não há como saber com certeza absoluta o que irá acontecer, mas é possível cercar-se de informações e indicadores que sinalizam a qualidade da rota, e se houver algum alerta teremos tempo para corrigir o que for necessário.
Pense no significado da palavra experimentar. Pense no significado da palavra acompanhar. Pense no significado da palavra alcançar.

04 outubro, 2009

Qual a razão do meu trabalho?

Monique Edelstein

“Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia de sua vida”. Confúcio
O trabalho, mais do que uma obrigação, deveria ser fonte de realização, de satisfação com resultados obtidos, um meio para que cada indivíduo obtenha aquilo que deseja; para que desenvolva aquilo que gosta; que gera prazer e satisfação. O que observamos, entretanto, são pessoas infelizes, insatisfeitas, pessoas que se transformaram em seus cargos, carros, casas e que usam seus trabalhos não como meio de satisfação pessoal, mas como via de obtenção de uma imagem que se pretende alcançar.
A velha expressão – matar um leão por dia – é hoje uma grande verdade, a cada amanhecer nos preparamos para uma batalha, nos armamos, nos enfiamos para dentro de nossas couraças e máscaras e caminhamos para o ringue, muitas vezes escudados por um veículo que sofre com pancadas, freadas bruscas, arrancadas, fechadas e buracos.
Parece que a cada amanhecer nos preparamos para uma guerra sangrenta, que vai custar a vida ou a carreira de alguém. Que não seja a minha!
O que levou você a escolher esta profissão? Quando você participou do processo seletivo que o colocou nesta empresa, você teve o cuidado de também selecionar a empresa onde gostaria de trabalhar?
O que o mantém nesta posição ou organização? Se você tivesse o poder de escolha permaneceria onde está? Se ganhasse sozinho na mega sena, continuaria a fazer a mesma coisa?
Já falei outras vezes que essa vida não é ensaio, é a vida acontecendo enquanto estamos fazendo planos para quando emagrecermos, ganharmos salários de 4 dígitos, há sempre alguma condição para que possamos assumir nossos sonhos e vivê-los.
Em um livro “infantil”, Adriana Falcão diz que o sucesso é quando você faz algo que sabe fazer bem e todo mundo vê.
Se não podemos oferecer aquilo que não temos dentro de nós mesmos, como será possível liderar uma equipe ou mesmo um projeto sem paixão por ele?
Como inspirar pessoas a me acompanhar em um caminho se eu mesmo não estou inspirado?
Pense bem se existe outro caminho onde você pode fazer melhor o que faz, ou mesmo quem sabe encontrar a paixão no que está fazendo, talvez falte um pouco mais de sentimento para o seu hoje.
De tanto ouvir o refrão de que trabalho não é diversão, deixamos de procurar o prazer em nossas obrigações, deixamos escapar a alegria daquilo que fazemos.
Procure lançar novos olhares ao seu dia a dia, busque esse brilho no seu olhar para que possa transmitir àqueles ao seu redor e quem sabe desta forma melhorar um pouquinho o mundo a sua volta.

09 setembro, 2009

Medo do novo?

Monique Edelstein

Você se lembra quando pela primeira vez visitou uma nova cidade? Você precisou de um tempo para saber onde era melhor fazer compras, qual o melhor caminho e opções de transporte para chegar lá, onde tinha o café mais gostoso. E mesmo que alguém do local sugerisse algo, você precisou achar o que você gostava. Com certeza acertou e errou, se surpreendeu, se decepcionou, enfim, experimentou diferentes sensações e sentimentos até que se sentisse seguro e confiante.
Essa sensação de não saber ao certo para que lado virar, se a decisão tomada foi a mais acertada. Como é o novo? Quem sabe pré-dizer como será? Quem sabe a resposta sobre o futuro???
A cada dia mais e mais pessoas falam da importância da mudança, até lojas fazem concursos onde a pergunta é: “A minha maior mudança foi”.
Nosso cérebro resiste, “Como assim você quer fazer diferente? Eu já estou acostumado com este caminho e este peptídeo me agrada muito, vou ativar o centro do medo e você vai voltar atrás!”
Se o nosso próprio cérebro resiste, quem dirá aqueles que estão ao nosso redor. Vale lembrar que ao provocarmos mudanças, forçamos as pessoas modificarem seus comportamentos para conosco.
Use o seu passado como aprendizado, não despreze o que você viveu até este momento. Não seria justo. Nosso passado fará sempre parte da construção de nosso presente, não há como separar-se do quem fui, é este “quem fui” quem constrói o “quem serei”.
Perceba o quanto saímos fortalecidos de cada um destes momentos. O questionamento é importante assim como o autoconhecimento, mas a autocompaixão também é. Todos nós temos limites que devem ser respeitados, quebrados, jogados fora, para isso precisamos saber quem somos e como lidar com a possibilidade de erro, do acerto, do neutro.
Isso não é ensaio, é a vida, acontecendo enquanto fazemos planos para ela, já cantava John Lennon.
Coragem e energia. Se cair levanta e desenvolve a musculatura. Ninguém disse que não podemos chorar também e nos lamentar, apenas estamos usando nossa energia em outra direção. Não desperdice muito tempo nesta etapa. Qual atitude me dará melhores resultados? Qual delas me levará onde quero ir?
Ouvi outro dia uma expressão que adorei: “Modo autopolêmico”, aquele no qual ficamos remoendo o que poderia ter sido e não foi. Abandone este modo e parta para outro.
Isso é viver, isso é ter valido a pena. Meia vida, vida na retaguarda é desperdício.
Você tem essa força, use-a em seu benefício, seja feliz, brigue pelos seus sonhos. Transforme cada um deles em realidade.
Um forte abraço, e conte sempre comigo na sua trilha.

08 março, 2009

Pra frente é que se anda...

Monique Edelstein

O meu sentimento é de impotência, de que sou pequena para fazer uma grande diferença, mas, pra frente é que se anda, então, vou fazendo pequenas diferenças...
O meu sentimento é de vergonha, de que vivo em um país lindo, talvez o mais lindo do mundo, mas deixo que o destruam e faço quase nada, mas, pra frente é que se anda, então, vou usando sacola reciclável, produzindo pouco lixo, não dando propina para o guarda, sendo responsável e tentando ser correta...

O meu sentimento é de asfixia, de que a cada dia que passa mais tarefas ou responsabilidades vão caindo no meu colo e que eu não vou dar conta de tudo, mas, pra frente é que se anda, então, eu vou fazendo o que dá, e às vezes, subo à superfície para respirar um ar fresco e essa superfície são meus amigos, meus sobrinhos, minha pequena, mas muito amada família.

O meu sentimento é de pavor, pavor de não atender às expectativas que depositaram em mim, pavor de errar, pavor de não ser boa o bastante, um monte de pavores, mas, pra frente é que se anda, então eu vou enfrentando um pavor de cada vez. Se não sei a resposta, vou buscar, se não sei o caminho pergunto, se não atendi expectativas, vou rever o contrato.

O meu sentimento é de isolamento, de que a cada dia que passa estamos mais distantes de outros seres humanos, que como eu, também se sentem isolados, segregados, separados, mas, pra frente é que se anda, então, eu vou me colocando a disposição, vou insistindo em manter por perto pessoas que me são caras, vou garantindo que pessoas que me procurem se sintam ouvidas e amparadas de verdade...

Meu sentimento é de incompreensão, de não ser compreendida e de muitas vezes não compreender os outros, mas, pra frente é que se anda, então eu vou tomando cuidado com o que digo e a forma como digo e confirmando se fui compreendida e não desistindo de alguém até que tenha de fato compreendido o que me foi dito...

Meu sentimento é de ansiedade de querer abraçar o mundo, de querer estar em todo o lugar, de querer fazer tudo que acho legal, e não conseguir fazer quase nada, de não ter tempo ou grana para fazer tudo o que sonho, mas, pra frente é que se anda, então eu vou abraçando o que está ao meu alcance, viajo quando é possível para onde é viável, tomando o cuidado de manter meus sonhos todos eles bem acordados e por perto. Nunca se sabe quando a oportunidade vai aparecer...

Meu sentimento é de felicidade plena, felicidade porque eu tenho bênçãos em minha vida, porque eu tenho vontade, porque a cada dia minha caixa de lápis de cor ganhas novas nuances, novos tons e a cada dia que eu acordo, vejo a possibilidade de naquele dia ir além do que já fui e chegar onde nunca estive.

Pra frente é que se anda sim. A estrada que se construiu atrás de mim, foi construída com cada um destes sentimentos e tantos outros e é cada um destes sentimentos que me cutucam a cada manhã a sair da cama e caminhar para frente para construir, realizar, plantar, colher, ser feliz e realizar meus sonhos.

Quem me inspirou a este texto foi a Marli Gonçalves com o seu projeto
colheitadesentimentos@gmail.com.
Acesse o endereço e mande o seu sentimento para ela também.
Qual o seu sentimento?

16 fevereiro, 2009

Será a felicidade tão exigente assim?

Monique Edelstein

O que você precisa para ser feliz? Ser mais rico, ser mais bonito, ser mais instruído?
O que você precisa para se dar conta de que já possui o necessário para ser feliz?
Eu tinha uma garrafa de Moet, guardada para uma ocasião especial, e sempre que olhava para a garrafa algo me vinha como razão para esperar mais um pouco.
Esperar mais o que??? O que me aguardava o dia de amanhã, o que ele me traria que valesse mais a pena do que aquele momento onde eu estava com pessoas queridas, todos saudáveis, um dia de sol maravilhoso, cachorro para um lado, crianças para o outro. Naquele momento nada podia me fazer sentir mais alegria. Então, alguém decidiu, vamos a Moet!!! E lá fomos, e eu posso garantir que aquela hora foi a hora.
O que nos impede de nos crermos felizes é que exigimos demais desta Senhora Felicidade, que exige tão pouco de nós.
Parece que nunca a merecemos, que passa ao nosso lado, que não nos enxerga.
Enquanto você espera por uma razão para encontrar com a Felicidade ela está lá, cansada de esperar que você a chame para compartilhar com você a sua vida.
Um cheiro bom, uma comida gostosa, o som da risada de uma criança, o seu cachorro lhe esperando em casa, o preparativo para uma viagem tão esperada, um filme com as amigas, um cobertor gostoso com o seu amor.
Levantar-se de sua cama e poder escolher viver um dia feliz, escolher dar bom dia com um sorriso no rosto, deixar que o carro ao lado entre na sua frente, pequenas atitudes que podem modificar tudo ao seu redor.
Chame a Felicidade para a sua vida que ela vem! Ela não é assim tão exigente.
A felicidade é simples, ela não precisa de fogos de artifício, não precisa de vestido de gala. (Já tive momentos muito felizes de chinelos).
Não é ser uma Polyana, mas ser alguém que acredita na possibilidade de que pode sim atuar sobre a própria vida construindo um ambiente em torno de si onde se possa valer a pena viver.
Olhar o outro lado da dor, da dúvida, tudo tem pelo menos dois lados, algumas coisas tem até mais do que dois. E quem sabe não é lá outro lado que está a Felicidade brincando de esconde- esconde conosco só pra arrancar um sorriso de nossos lábios.
Tenha a coragem de assumir que você pode ser feliz sim e que depende muito mais de você se permitir.
Agora me diga: O que te faz feliz? O que acalma seu coração? Que música toca na sua alma?
O que você está esperando para ouvir esta música?

Os papéis que vivemos

Monique Edelstein

Mesmo antes de nascer nosso papel dentro da família começa a ser definido.
O time que iremos torcer, a profissão que desenvolveremos, o que receberemos de nossos pais que eles não receberam dos pais deles, como seremos educados, com quem andaremos, seremos amigos de quem. Se formos o primeiro filho, sonhos são depositados sobre nossas vidas, dependendo se for menino ou menina, cada um destes sonhos pode assumir uma proporção diferente.
O fato é: nosso papel é determinado antes mesmo que possamos realizar nossa primeira respiração.
Se é de nosso agrado ou não, isso pouco influencia, uma vez que “criança não tem querer” e nossos pais sabem “o que é o melhor para nós”. Fazem isso com a melhor das boas intenções. E então, aceitamos o papel e vivemos nossas vidas muitas vezes dentro de um sapato que machuca o pé.
Quando na idade adulta, permanecemos aceitando papeis que nos são oferecidos porque é o que se espera de nós.
Se nos rebelamos e decidimos que algo deve mudar porque não está OK, enfrentamos resistências ferrenhas de todos os lados. Isso ocorre porque, uma vez que mudamos nossos caminhos, nossos comportamentos, nossas respostas ao mundo, aqueles que conosco convivem precisam repensar os seus papeis também, e, na maioria das vezes, um ou outro não está disposto a mudar, está confortável em seu papel, apenas obedecendo, apenas indo com a maré.
A mudança é muitas vezes um caminho sem volta. O lugar antigo não me atrai mais, eu sinto que não caibo mais naquele molde. É como se a pele tivesse ficado pequena e eu tivesse que rasgar e jogá-la fora.
É preciso coragem, força de vontade, disciplina, atenção a todos os sinais que devem ser observados, a tentação de não desagradar pessoas queridas, a tentação de não ter que assumir a responsabilidade de minhas escolhas, o conforto de ter a quem culpar.
Uma vez me disseram, “Eu descobri que precisava de um chefe para ter a quem culpar!”
Pois é, hoje esse corajoso e dedicado empresário vive a glória de ter encontrado seu caminho, de se responsabilizar por suas decisões e de se congratular pelos seus sucessos. O papel que ele representava não mais existe, dando espaço a uma vida mais criativa e rica de experiências boas, algumas nem tanto, faz parte do jogo. Mas ele está feliz. Muito feliz.
Eu lhe pergunto: no papel que você está vivendo, em qual capítulo é que o sentimento de gratificação e satisfação começarão a aparecer?
Há garantia de que irão aparecer? Quem será o culpado no caso de que o roteiro previsto não se apresente?
O que você pode fazer agora para garantir que esse momento chegará à sua vida?

08 fevereiro, 2009

Muito obrigado! Ah! Não foi nada!

Monique Edelstein

Quanta educação não é mesmo?
Alguém nos pede algo, fazemos e ao recebermos um agradecimento, disparamos um “Imagina, não foi nada!!!”
Cada um tem qualidades únicas, talentos particulares, habilidades individuais e por cada uma dessas características somos reconhecidos.
Uma vez que eu reconheça não ter habilidade para realizar algo e saiba que um colega é tremendamente habilidoso, que o que eu levaria horas para solucionar, ele surge com a resposta em minutos, e resposta de qualidade, significa que reconheço no outro a capacidade e reconheço em mim a não capacidade para tal. Afinal, somos seres humanos e como tal, incompletos, (creio ser bem aqui que reside a beleza das relações humanas, embora às vezes seja um tantinho difícil de superar) busco então, minha complementaridade no outro.
Desde pequenos fomos “educados” a não fazer alarde sobre o que somos, sobre o que fazemos bem, sobre nossas qualidades, e então, quando adultos, temos que demonstrar essas qualidades, elaborar cartas de apresentação, Currículos fabulosos, falar de nossos feitos, de nossas realizações, exibirmos nossas melhores habilidades e competências.
Para aplacarmos o “feio” sentimento de exibicionismo, nos esmeramos na apresentação e fechamos com um humilde “Imagina, foi fácil!”
Pensa então o outro: “Foi fácil para você, eu não tenho a menor idéia de como chegar a isso!”.
Resta então um sentimento amargo para ambos. Observe: você se esforçou sim, a solução que você apresentou levou anos de seu desenvolvimento para chegar a este ponto e ao outro, assume que não houve esforço seu. Ao solicitante, uma sensação de derrota, de incompetência, “nem o meu agradecimento vale”!
Pense bem, o que é fácil para você pode ser perturbador para seu colega, e vice-versa.
Receber agradecimentos e reconhecimento é uma arte que na vida adulta precisamos reaprender, precisamos compreender que ser reconhecido e aceitar de coração aberto só faz aumentar nossa satisfação em realizar aquilo que gostamos e fazemos bem. Além do que permite ao outro uma porta sempre aberta por onde trocas podem ocorrer sem temores.
As relações humanas são isso, são trocas constantes. Dizia Platão que os seres humanos são incompletos e que precisam encontrar sua outra parte.

Nossos julgamentos nos distraem da verdade

Monique Edelstein

Quantas vezes já nos pegamos como que espanando de nossas idéias e pensamentos algumas verdades por crer que não serão compreendidas ou mesmo aceitas?
Quantas vezes buscamos por justificativas de comportamentos e atitudes para adaptar as respostas recebidas à nossa imobilidade?
Quantas vezes, mesmo sabendo que o caminho a ser desenvolvido é um, concordamos com outro, por medo de assumirmos nossas verdades?
Quantas vezes ocultamos nossas verdades por julgarmos que o Universo ao nosso entorno não entenderia ou aceitaria nossas propostas. O que não fazemos apenas com as nossas propostas, muitas vezes já elevamos nossas vozes para dizer: “Você ta maluco! Isso nunca vai acontecer!” ou então, “Imagina só se isso pode dar certo nessa empresa!”, ou ainda, em pensamento: “Eu é que não vou abrir a minha boca!” para logo em seguida, alguém surgir com a mesma solução e ela ser prontamente aceita pelo grupo com alvoroço. (Como você se sente nesse momento?)
Nossos julgamentos são isso, uma grande armadilha no processo de desenvolvimento de nossas vidas, são os filtros que construímos ao longo do tempo e que nos refreiam por razões inexplicáveis, e, quando olhamos para traz o que vemos é um trilho de oportunidade perdidas.
Então, garantimos para nós mesmos que da próxima vez será diferente. Qual nada, voltamos a montar nossas próprias armadilhas. Definitivamente não precisamos de nenhuma ajuda para essa tarefa.
Para as verdades alheias então, temos um caminhão de explicações e justificativas. Sempre julgando saber mais, o que é melhor para todos, que, neste caso seria, não mexer no frágil castelo de cartas marcadas.
Por que impedimos o processo da busca do novo, de encontrar alternativas, de sair da caixa, de correr riscos?
O que nos faz julgar que a ação é certa ou errada? Quanto medo eu tenho de acertar?
Dizem que nosso maior medo é o de brilhar, que o que nos assusta é assumirmos nosso papel frente ao mundo. Que medo é esse?
O nosso julgamento está a serviço da nossa evolução ou da nossa paralisia?

01 fevereiro, 2009

Sua carreira é um cheque ao portador?

Monique Edelstein

Algumas frases caem em nosso colo e traduzem claramente horas de conversa. Almoçando com uma querida amiga, ouvi: “Meus amigos me dizem que eu faço o que aparecer, é como um cheque ao portador”, o que para ela está perfeitamente OK. Ela está muito feliz e satisfeita, por razões que apenas a ela interessam.
Então, como uma avalanche, me lembrei das inúmeras vezes que ouvi “O que eu estou fazendo aqui?”, “Como vim parar aqui?”, “Onde eu estava com a cabeça quando aceitei esse desafio?”, “Fui estudar isso porque meu pai é um grande profissional desta área!”, “Um dia eu vou fazer o que eu gosto, mas agora não dá.” E por aí afora.
Tenho certeza de que seja como emissor ou como ouvinte, estas e outras frases já povoaram seus pensamentos. Certamente estas pessoas não estão felizes com tal situação.
Então eu lhe pergunto: Sua carreira é um cheque ao portador?
Você já se perguntou qual objetivo está buscando? Há alguma chance de que você esteja correndo por uma trilha que o levará a um destino diferente daquele que você busca? Ou ainda, você está nadando, nadando e tem a sensação de que vai morrer na praia, que a cada dia, o seu objetivo parece mais distante?
Todo seu esforço tem atendido aos objetivos de quem? Quem é o portador dos seus resultados? E estes resultados são os que você buscou?
O movimento natural do ser humano é atender às expectativas externas, seguir a carreira do pai, ingressar em um segmento do momento, etc. Poucas vezes pensamos em fazer aquilo que gostamos mesmo que não seja a “tradição”, isso assusta, causa estranheza entre aqueles que nos cercam e que se preocupam com “garantia de futuro”. Crescemos ouvindo que trabalho é obrigação, que a vida de um adulto é cheia de obrigações, que diversão não enche barriga, que você não tem que gostar, tem que trabalhar.
A questão é que fazemos bem aquilo que nos propomos, mas fazemos melhor ainda aquilo que gostamos, aquilo que acelera nosso coração, aquilo que nos divertimos fazendo, que faz nossos olhos brilharem. Quando acontece o casamento entre o que eu faço com o que eu gosto, o sucesso é inevitável, o caminho para o resultado é claro, não há obstáculo capaz de nos deter, eles simplesmente parecem não existir, e se existem, são menores do que a vontade de chegar lá.
Pegue sua folha de cheque e leia o que está escrito na linha “pagar à”. Caso não seja o seu nome escrito em letras maiúsculas reflita e decida. Faça sua escolha, esteja consciente de que foi você quem decidiu o nome do portador.

Ligado no 220 w sem disjuntor

Monique Edelstein

Ao ler este título você pensou em alguém que conhece?
É uma verdadeira montanha russa. Hora o sujeito tem muita energia, às vezes dispersa um pouco, mas realiza, demanda, delega, ajuda ou atrapalha, empolgante, inspirador, uma verdadeira máquina de fazer. É o primeiro a assumir novas tarefas, sempre acumulando projetos, fazendo de tudo um pouco, entende de tudo, resolve o problema de todo mundo, não desliga o celular, está sempre conectado. Para ele não tem hora, não tem fim de semana... nem para ele nem para sua equipe!
De repente, o transformador explode e então vem a ressaca. Começa a lamentação de que ninguém atende sua demanda, ninguém consegue fazer como ele, todos são tão demorados que ele tem que cobrar a toda hora pelos resultados que demoram a chegar.
A produção despenca, sua energia se transforma de ação em lamúrias. Isso quando não psicossomatiza, gerando afastamento por doença, stress sem controle.
O equilíbrio entre ação e descanso é um disjuntor, o respeito às diferenças individuais é outro, o autoconhecimento mais um, o respeito a si mesmo e seus limites outro.
Um líder com este perfil impede o livre andamento de sua equipe, o desenvolvimento destes profissionais, que não encontram espaço para atuar e acabam por se acomodar, descansando enquanto seu líder trabalha ou ainda desistindo de fazer parte desta equipe por não verem possibilidade de crescimento.
Ser um ou conviver com um “220 sem disjuntor” pode ser cansativo.
Se você se identificou com a descrição acima, observe a qualidade do relacionamento que você desenvolve com seus colegas no trabalho, com seus amigos, com sua família.
Quais as razões que o levam a estar sempre em busca de mais atribuições? Mesmo que inconscientemente, o que você busca alcançar?
Você está feliz e saudável com essa escolha? E suas próprias necessidades, em que lugar estão nas suas listas de tarefas?
O que você vem usando como disjuntor? Onde está buscando renovar suas energias?
Você pode atender às demandas, desde que sua vida esteja em equilíbrio, desde que isso não lhe traga um fardo, que seja por prazer de fazer. Não há nada que você não possa, apenas lembre-se de que para que continue fazendo, é preciso que esteja em condições emocionais e físicas para a ação.
Você está em condições emocionais e físicas para a ação? Pode ficar melhor?

26 janeiro, 2009

Propósito da vida

Monique Edelstein

Buckminster Fuller diz que o propósito da vida é acrescentar valor à vida das pessoas desta geração e das seguintes.
Nossa vida afeta de maneira positiva ou não a vida de todos aqueles que convivem diretamente conosco e de forma indireta à mais inúmeras outras pessoas.
Se eu não colocar a minha peça no tabuleiro do jogo,alguém vai colocar a dele.
Que talentos ando desperdiçando? O que eu tenho de único que poderia estar oferecendo, mas me escondo atrás de justificativas que efetivamente não constroem nada?
Vamos lá, eu sei que você tem, todos temos! Ache a sua peça e traga-a agora para o tabuleiro do jogo da vida.
Aquele que imagina que pode prever 100% do que irá acontecer corre o sério risco de ser surpreendido. Você só pode saber o que irá acontecer de fato, quando estiver lá.
Imagine que você pega a mesma estrada todas as semanas, sente-se seguro, confortável, confiante, sabe cada curva, cada sinalização, um dia, de repente, sem aviso algum, um buraco se abriu no asfalto e sua estrada não é mais a mesma. E agora, o que fazer? Como prosseguir a viagem?
Podemos fazer uma previsão aproximada, ter a certeza é apenas uma bela e adequada desculpa para que o primeiro passo não seja dado.
O autoconhecimento é peça chave para que estejamos aptos a lidar com imprevistos. Tudo o que você precisa saber já esta dentro de você, basta que você tome consciência e então, terá o leme em suas mãos, deixando de ser um seguidor e se transformando em um condutor.
Diz Marianne Williamson: "O nosso maior medo não é não sermos bons o bastante. Nosso maior medo é sermos fortes além da medida. É a nossa luz, não a nossa escuridão, que nos assusta. Nós nos perguntamos quem somos para ser brilhante, belo, talentoso e notável? Na verdade, quem você não é para ser assim? Você é filho de Deus. Bancar o pequeno não ajuda o mundo em nada. Não há nada dignificante no ato de se diminuir para que os outros não se sintam mal à sua volta. Nascemos para manifestar a glória de Deus presente em nós. Ela não está apenas em alguns, está em todos nós. E, ao deixarmos a nossa própria luz brilhar, damos permissão inconscientemente às outras pessoas para fazer o mesmo. No momento que nos libertamos do nosso próprio medo, a nossa presença liberta automaticamente outras pessoas”.

Tempo

Monique Edelstein

Sêneca diz: “Certos momentos nos são tomados, outros, nos são furtados e outros ainda se perdem no vento. Mas a coisa mais lamentável é perder tempo por negligência”, “Enquanto adiamos, a vida se vai”, “Por isso me indigno com aqueles que desperdiçam com coisas supérfluas a maior parte desse tempo que já não é suficiente para as coisas necessárias”, “O valor da vida não está em sua duração, mas no uso que dela pode ser feito”, “Faço isso de modo que cada dia seja para mim a vida toda”. Poderia continuar suas falas, mas creio que basta para o início desta reflexão.
TEMPO: o mais democrático de todos os recursos. Todos temos 24 horas para viver em um dia, não há diferença entre raças, credos ou classe social. Temos as mesmas 24 horas. O que fazemos com elas é que irá nos diferenciar.
Como vamos viver cada um dos minutos depende de tantas variáveis, algumas controláveis e outras não, que podemos nos perder entre elas e, infelizmente, é o que acaba por acontecer com a maioria de nós.
A vida vem me exigindo algumas despedidas, que me deixam profundamente triste, mas, por outro lado, me fazem ter ainda mais vontade de tornar a minha vida algo relevante.
Não sei até quando poderei exercer o meu direito de fazer algo relevante, então, que seja feito a cada minuto, a cada dia, a partir de já.
Em 1851, no teto do Panthéon de Paris, foi fixado um Pendulo de Foucault. A idéia é demonstrar o movimento de rotação da Terra em relação a um referencial. Ele não para. A Terra não para seu movimento de rotação.
Quando me vi a frente deste Pendulo tive que admitir que minhas desculpas não fariam a Terra parar de girar, o tempo parar de correr e que se eu quisesse, de fato, ter a certeza de que a minha existência valeu, qualquer que fosse a minha ação deveria se iniciar imediatamente.
Que planos você vem fazendo? O que está lhe faltando para ir em frente e agir? O que é preciso acontecer ainda para que os seus sonhos comecem a sair da idéia e comecem a se tornar realidade?
Não nascemos com um marcador que avisa que nosso tempo está se esgotando. Não tem aviso prévio, não tem prova de recuperação, não em acordo.
O que será da sua existência cabe somente a você determinar. A escolha é sua. Quando sua vida vai começar? Quando sua vida começará a fazer a diferença na vida de outras pessoas?