Monique Edelstein
Desde muito cedo ouvimos de nossos zelosos cuidadores: “Olha lá o que você vai fazer”, “Você nunca fez isso, cuidado”, “Não mexe nisso que você não conhece”, “Não se meta com aquilo que você não sabe”, “Você não sabe fazer isso, deixa que eu faço”, etc. São frases bem animadoras.
A medida que vamos crescendo, desenvolvendo nossas habilidades, começa então uma nova etapa: “O mundo é seu, você tem que ir atrás”, “Você tem que decidir o que vai ser”, “Decida, a escolha é sua”, “O mundo está cheio de opções”, “Com tanta coisa pra fazer e você fica ai sem saber por onde começar”, etc.
Observe que ao unir estas duas situações contrastantes, antagônicas, você acaba se encontrando a beira de um buraco negro. Foi condicionado a temer o desconhecido, Aprendeu que não deve se meter com aquilo que não sabe, que não domina, deve temer o desconhecido e de repente, é estimulado, lhe é dado, lhe é cobrado o poder da escolha e que pode escolher qualquer ramo de atividade que desejar.
Não é a toa que vivemos a era do medo, medo de tudo, difícil até mesmo de classificar este medo, medo nem sei do que, apenas que é medo.
E então, você já gente grande, precisa enfrentar o desconhecido, fazer o que nunca fez antes, fazer o que foi condicionado a não fazer, mexer com assuntos que ainda não conhece, meter-se em assuntos novos, com competência, assertividade, segurança e ainda por cima, demonstrando tudo isso através de suas palavras e atitudes.
Um Universo de opções à sua frente e você precisa decidir qual delas você escolherá. A escolha de uma elimina a possibilidade da outra, mas todas elas são desconhecidas, como saber a que dará mais retorno, mais satisfação!
Só mesmo indo lá para saber. É preciso que você se prepare e assuma seu desejo de experimentar, aceitando que há riscos em qualquer caminhada e que eles podem ser controlados quando percebidos. Uma das formas é conhecendo-se a si próprio, ter consciência de seus talentos, de suas habilidades, ter claro para si mesmo o seu repertório de respostas às diferentes situações.
O Universo está mesmo a sua espera, isso não significa que você precisa sair correndo abraçando a tudo de uma só vez. Avalie, pese as possíveis conseqüências, positivas e negativas, avalie o seu preparo para cada uma delas. Fique alerta a indicadores e saiba que não há como chegar perto do sucesso sem ultrapassar o fracasso, eles andam juntos.
Conhecer o seu repertório interno é a grande ferramenta contra a paralisia do medo. Enfrente os monstros que ficavam embaixo da cama e dentro do armário. Alguns podem parecer assustadores, mas são domesticáveis. Ao acender das luzes eles sempre sumiam, não sobreviviam ao conhecimento.
O que é Coaching e como pode me ajudar?
O Coaching é um processo com começo, meio e fim, fundamentado em bases teóricas consistentes validadas cientificamente, suportado por ferramentas e metodologia. Trata-se de uma relação de parceria entre o Coach (profissional especializado) e o Coachee (a pessoa interessada em se desenvolver), onde o Coach faz o papel daquele que instiga o Coachee a refletir e encontrar as respostas que necessita para evoluir em suas aspirações, sejam elas em quais áreas forem.
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Bem vindo (a)! A idéia é que você leia o que procura, busque nos marcadores o tema de seu interesse.
27 janeiro, 2010
23 novembro, 2009
Por que nos chocamos ao conquistarmos um objetivo?
Monique Edelstein
É curioso como nos chocamos ao perceber que as coisas saíram bem, mesmo contrariando nossas expectativas.
Quantas vezes nos dirigimos a alguém já com idéias pré-concebidas de que seremos mal atendidos, de que teremos de lidar com um sem número de obstáculos e dificuldades, e ainda enfrentaremos problemas que sequer imaginamos.
Para nosso espanto, frequentemente nada disso acontece. Somos surpreendidos com o exato oposto das nossas piores suposições.
O projeto caminha de forma natural, a equipe responde à pressão, soluções inovadoras surgem na hora do cafezinho, os obstáculos são contornados com bom humor e ficam para trás.
E isso nos espanta, é como se estivéssemos torcendo para não dar certo, ficamos incrédulos frente ao sucesso, frente à conquista do objetivo.
Pior ainda é que somos capazes de virar para a equipe e proferir a famosa frase - “não acredito que conseguimos!”
O que sua equipe pensa nesse dado momento pode variar, mas com certeza não é algo positivo, coisas desse tipo:
• Não seríamos capazes?
• O projeto foi mal dimensionado?
• Nossos recursos não atendem às necessidades?
• Nosso chefe aceitou um desafio com a certeza de que falharíamos?
Como você negocia um novo projeto para sua área? Com base em quais aspectos você aceita um desafio que levará para a sua equipe?
Como apresenta este desafio para a equipe e como divide as tarefas dentro do grupo? Quem decide quem fará o que?
Muitas vezes, na ânsia de conquistar alguns pontos frente à nossa liderança acabamos por aceitar projetos sem a devida avaliação, assumindo riscos no lugar de compromissos.
Algo nos faz duvidar que nossa equipe ou fornecedores possam atender nossas necessidades e mesmo assim oferecemos o desafio. Muitas vezes com uma ponta de dúvida que aparece bastante clara seja em nossa fala, ao nosso olhar, em nossa forme de expressar o assunto ou nas frases que deixamos escapar, do tipo “você tem certeza de que é capaz de me entregar isso?” Repetidas vezes ao longo da conversa. “olha que esse projeto é fundamental para a minha posição”, como se não fosse importante para os executores.
Fazer com que equipes bem formadas sejam capazes de superar os mais difíceis obstáculos e saírem fortificadas, depende única e exclusivamente da sua liderança.
A constituição equipe feita de diferentes forças e características pode oferecer um leque de soluções maiores e possibilita o desenvolvimento de projetos cada vez mais audaciosos.
Lembrando que o que motiva pessoas são desafios proporcionais aos seus conhecimentos, o reconhecimento de suas habilidades e competências e a possibilidade de evoluir diariamente erramos feio ao reduzir a motivação e a remuneração dos indivíduos.
A remuneração é obrigação cumprida, a recompensa financeira. Dura no máximo três meses. O reconhecimento e a valorização do individuo duram para sempre.
É curioso como nos chocamos ao perceber que as coisas saíram bem, mesmo contrariando nossas expectativas.
Quantas vezes nos dirigimos a alguém já com idéias pré-concebidas de que seremos mal atendidos, de que teremos de lidar com um sem número de obstáculos e dificuldades, e ainda enfrentaremos problemas que sequer imaginamos.
Para nosso espanto, frequentemente nada disso acontece. Somos surpreendidos com o exato oposto das nossas piores suposições.
O projeto caminha de forma natural, a equipe responde à pressão, soluções inovadoras surgem na hora do cafezinho, os obstáculos são contornados com bom humor e ficam para trás.
E isso nos espanta, é como se estivéssemos torcendo para não dar certo, ficamos incrédulos frente ao sucesso, frente à conquista do objetivo.
Pior ainda é que somos capazes de virar para a equipe e proferir a famosa frase - “não acredito que conseguimos!”
O que sua equipe pensa nesse dado momento pode variar, mas com certeza não é algo positivo, coisas desse tipo:
• Não seríamos capazes?
• O projeto foi mal dimensionado?
• Nossos recursos não atendem às necessidades?
• Nosso chefe aceitou um desafio com a certeza de que falharíamos?
Como você negocia um novo projeto para sua área? Com base em quais aspectos você aceita um desafio que levará para a sua equipe?
Como apresenta este desafio para a equipe e como divide as tarefas dentro do grupo? Quem decide quem fará o que?
Muitas vezes, na ânsia de conquistar alguns pontos frente à nossa liderança acabamos por aceitar projetos sem a devida avaliação, assumindo riscos no lugar de compromissos.
Algo nos faz duvidar que nossa equipe ou fornecedores possam atender nossas necessidades e mesmo assim oferecemos o desafio. Muitas vezes com uma ponta de dúvida que aparece bastante clara seja em nossa fala, ao nosso olhar, em nossa forme de expressar o assunto ou nas frases que deixamos escapar, do tipo “você tem certeza de que é capaz de me entregar isso?” Repetidas vezes ao longo da conversa. “olha que esse projeto é fundamental para a minha posição”, como se não fosse importante para os executores.
Fazer com que equipes bem formadas sejam capazes de superar os mais difíceis obstáculos e saírem fortificadas, depende única e exclusivamente da sua liderança.
A constituição equipe feita de diferentes forças e características pode oferecer um leque de soluções maiores e possibilita o desenvolvimento de projetos cada vez mais audaciosos.
Lembrando que o que motiva pessoas são desafios proporcionais aos seus conhecimentos, o reconhecimento de suas habilidades e competências e a possibilidade de evoluir diariamente erramos feio ao reduzir a motivação e a remuneração dos indivíduos.
A remuneração é obrigação cumprida, a recompensa financeira. Dura no máximo três meses. O reconhecimento e a valorização do individuo duram para sempre.
Quem sabe para onde o próximo passo pode nos levar?
Monique Edelstein
Alguém já disse que em uma jornada o primeiro passo é o mais importante. Concordo em parte. O primeiro passo é, sob certos aspectos, fundamental, é o primeiro degrau a transpor na busca do desenvolvimento pessoal. De outra forma ficaríamos estagnados, paralisados, congelados no tempo e espaço.
Mas... E os próximos?
Uma das coisas que mais escuto é que as pessoas têm medo de transpor esse obstáculo, o que em parte é saudável. O medo nos ajuda preservar a vida e manter os pés no chão. Mas, esse medo do desconhecido não tem como ser debelado se não conhecermos o que está a nossa espera.
Qualquer projeção futura que fazemos baseada em pré-sentimentos, em fatos passados e em aprendizados através da experiência alheia, não passa de pura elucubração.
As chances de que tudo aconteça exatamente como previmos não é lá muito acurada. Com certeza nossa profecia não se realizará, a menos que trabalhemos muito por ela.
O medo mais comum é o de falharmos, diz Theodore Zeldin: “se queremos acertar, temos que dar uma chance ao malogro”. Se eu não der uma chance ao malogro estarei tampouco, ofertando chance ao sucesso, uma vez que eles correm paralelamente. Se quisermos alcançar o sucesso, precisamos estar atentos aos riscos de malogro que nos acompanham e buscarmos formas de liquidá-los à medida que surgirem, pois é impossível prever o que acontecerá.
Cada passo que tomamos é importante e fundamental, pode a qualquer momento nos direcionar para o inesperado, como também para o desejado.
Quem decidirá meus passos serei eu, seja por influencia de terceiros ou escolhas minhas. A decisão final de dar ou não o primeiro passo é minha e apenas minha, a responsabilidade da jornada é minha, o resultado da jornada é meu. Não terei a quem culpar pelo malogro ou aplaudir pelo sucesso.
O fato é que há quem tema muito mais ao sucesso do que ao fracasso. O sucesso, uma vez alcançado, faz com que se instale um sentido de que agora não podemos mais afundar e que o nível de exigência só subirá, que a partir daquele momento nada será aceito exceto o melhor e isso faz com que recuemos e baixemos o nível da nossa própria exigência.
E isso ocorre simplesmente porque nosso medo é de que podemos falhar lá na frente, de novo, o mesmo medo alimentando o ciclo.
Não há como saber com certeza absoluta o que irá acontecer, mas é possível cercar-se de informações e indicadores que sinalizam a qualidade da rota, e se houver algum alerta teremos tempo para corrigir o que for necessário.
Pense no significado da palavra experimentar. Pense no significado da palavra acompanhar. Pense no significado da palavra alcançar.
Alguém já disse que em uma jornada o primeiro passo é o mais importante. Concordo em parte. O primeiro passo é, sob certos aspectos, fundamental, é o primeiro degrau a transpor na busca do desenvolvimento pessoal. De outra forma ficaríamos estagnados, paralisados, congelados no tempo e espaço.
Mas... E os próximos?
Uma das coisas que mais escuto é que as pessoas têm medo de transpor esse obstáculo, o que em parte é saudável. O medo nos ajuda preservar a vida e manter os pés no chão. Mas, esse medo do desconhecido não tem como ser debelado se não conhecermos o que está a nossa espera.
Qualquer projeção futura que fazemos baseada em pré-sentimentos, em fatos passados e em aprendizados através da experiência alheia, não passa de pura elucubração.
As chances de que tudo aconteça exatamente como previmos não é lá muito acurada. Com certeza nossa profecia não se realizará, a menos que trabalhemos muito por ela.
O medo mais comum é o de falharmos, diz Theodore Zeldin: “se queremos acertar, temos que dar uma chance ao malogro”. Se eu não der uma chance ao malogro estarei tampouco, ofertando chance ao sucesso, uma vez que eles correm paralelamente. Se quisermos alcançar o sucesso, precisamos estar atentos aos riscos de malogro que nos acompanham e buscarmos formas de liquidá-los à medida que surgirem, pois é impossível prever o que acontecerá.
Cada passo que tomamos é importante e fundamental, pode a qualquer momento nos direcionar para o inesperado, como também para o desejado.
Quem decidirá meus passos serei eu, seja por influencia de terceiros ou escolhas minhas. A decisão final de dar ou não o primeiro passo é minha e apenas minha, a responsabilidade da jornada é minha, o resultado da jornada é meu. Não terei a quem culpar pelo malogro ou aplaudir pelo sucesso.
O fato é que há quem tema muito mais ao sucesso do que ao fracasso. O sucesso, uma vez alcançado, faz com que se instale um sentido de que agora não podemos mais afundar e que o nível de exigência só subirá, que a partir daquele momento nada será aceito exceto o melhor e isso faz com que recuemos e baixemos o nível da nossa própria exigência.
E isso ocorre simplesmente porque nosso medo é de que podemos falhar lá na frente, de novo, o mesmo medo alimentando o ciclo.
Não há como saber com certeza absoluta o que irá acontecer, mas é possível cercar-se de informações e indicadores que sinalizam a qualidade da rota, e se houver algum alerta teremos tempo para corrigir o que for necessário.
Pense no significado da palavra experimentar. Pense no significado da palavra acompanhar. Pense no significado da palavra alcançar.
27 outubro, 2009
Ser – Ter
Monique Edelstein
Está cada vez mais difícil achar pessoas que SÃO. A maioria hoje parece que apenas TEM.
Eu quero ter mesmo aquele carro ou eu preciso ter aquele carro para impressionar ou afirmar minha posição dentro do meu circulo de amigos? Onde estão os meus desejos?
O risco de se transformar em algo que pode ser perdido, tomado ou mesmo tirado de você, o faz com sujeito a se transformar em um B.O.
Reflita por um instante sobre o que você representa, sobre quem você é para seus amigos, colegas de trabalho, para sua família. Reflita também, sobre qual a razão de você relacionar-se com algumas pessoas.
Se você precisasse se mudar repentinamente e recomeçar sua vida em outro lugar muito distante, onde ninguém lhe conhecesse e nunca teria a possibilidade de saber de seu passado, o que você levaria em sua bagagem? Observe bem esta mala que você aprontou e verifique a razão de suas escolhas.
Vivemos em um mundo capitalista, competitivo onde as aparências contam e muito. Se você for a uma loja comprar uma TV, o vendedor não tem como saber o limite de seu cartão nem se você vai pagar em dinheiro vivo, mas ele pode lhe avaliar pelos seus sapatos, pela sua bolsa e isso acaba se tornando importante para você.
Estamos abrindo mão de muitas coisas em nome de uma necessidade cada vez maior de possuirmos bens que possam nos representar, deixando de lado relações que nos farão falta no futuro.
A cada dia as famílias estão mais separadas pelas suítes super equipadas com computadores individuais e mais uma parafernália eletrônica que nos permite conexões virtuais, olho no olho não tem mais graça, o abraço gostoso e reconfortante é cafona. Não vou comentar do namoro virtual, isso seria tema para um livro.
As pessoas estão cada vez mais sozinhas, as queixas de solidão e isolamento são cada vez mais freqüentes e mesmo assim, o movimento maior é o do isolamento e uma vida de aparência. Se eu disser que me sinto só serei ridicularizado ou visto como um fraco. Mas se todos puderem ver meu novo carro, então sim, eu serei aceito e considerado bem sucedido.
Adoro as coisas que o dinheiro pode comprar principalmente aquelas que incluem minha família e amigos ao meu lado. Nossas risadas, nossas piadas velhas e decoradas, mas que ainda nos fazem rir feito bobos. São os meus desejos que realizo.
Quando alguém, em minha frente se espanta por ter encontrado uma resposta, minha alma se ilumina. Um sorriso de alívio vale muito na minha moeda, a satisfação de ver alguém mais feliz por ter encontrado um caminho de mais serenidade, a satisfação de saber que aquela pessoa se vai melhor do que veio. Eu sou abençoada, não trabalho um só dia, eu exerço aquilo a que vim.
E você, quando se deita sonha viver qual vida?
Está cada vez mais difícil achar pessoas que SÃO. A maioria hoje parece que apenas TEM.
Eu quero ter mesmo aquele carro ou eu preciso ter aquele carro para impressionar ou afirmar minha posição dentro do meu circulo de amigos? Onde estão os meus desejos?
O risco de se transformar em algo que pode ser perdido, tomado ou mesmo tirado de você, o faz com sujeito a se transformar em um B.O.
Reflita por um instante sobre o que você representa, sobre quem você é para seus amigos, colegas de trabalho, para sua família. Reflita também, sobre qual a razão de você relacionar-se com algumas pessoas.
Se você precisasse se mudar repentinamente e recomeçar sua vida em outro lugar muito distante, onde ninguém lhe conhecesse e nunca teria a possibilidade de saber de seu passado, o que você levaria em sua bagagem? Observe bem esta mala que você aprontou e verifique a razão de suas escolhas.
Vivemos em um mundo capitalista, competitivo onde as aparências contam e muito. Se você for a uma loja comprar uma TV, o vendedor não tem como saber o limite de seu cartão nem se você vai pagar em dinheiro vivo, mas ele pode lhe avaliar pelos seus sapatos, pela sua bolsa e isso acaba se tornando importante para você.
Estamos abrindo mão de muitas coisas em nome de uma necessidade cada vez maior de possuirmos bens que possam nos representar, deixando de lado relações que nos farão falta no futuro.
A cada dia as famílias estão mais separadas pelas suítes super equipadas com computadores individuais e mais uma parafernália eletrônica que nos permite conexões virtuais, olho no olho não tem mais graça, o abraço gostoso e reconfortante é cafona. Não vou comentar do namoro virtual, isso seria tema para um livro.
As pessoas estão cada vez mais sozinhas, as queixas de solidão e isolamento são cada vez mais freqüentes e mesmo assim, o movimento maior é o do isolamento e uma vida de aparência. Se eu disser que me sinto só serei ridicularizado ou visto como um fraco. Mas se todos puderem ver meu novo carro, então sim, eu serei aceito e considerado bem sucedido.
Adoro as coisas que o dinheiro pode comprar principalmente aquelas que incluem minha família e amigos ao meu lado. Nossas risadas, nossas piadas velhas e decoradas, mas que ainda nos fazem rir feito bobos. São os meus desejos que realizo.
Quando alguém, em minha frente se espanta por ter encontrado uma resposta, minha alma se ilumina. Um sorriso de alívio vale muito na minha moeda, a satisfação de ver alguém mais feliz por ter encontrado um caminho de mais serenidade, a satisfação de saber que aquela pessoa se vai melhor do que veio. Eu sou abençoada, não trabalho um só dia, eu exerço aquilo a que vim.
E você, quando se deita sonha viver qual vida?
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Vida
04 outubro, 2009
Qual a razão do meu trabalho?
Monique Edelstein
“Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia de sua vida”. Confúcio
O trabalho, mais do que uma obrigação, deveria ser fonte de realização, de satisfação com resultados obtidos, um meio para que cada indivíduo obtenha aquilo que deseja; para que desenvolva aquilo que gosta; que gera prazer e satisfação. O que observamos, entretanto, são pessoas infelizes, insatisfeitas, pessoas que se transformaram em seus cargos, carros, casas e que usam seus trabalhos não como meio de satisfação pessoal, mas como via de obtenção de uma imagem que se pretende alcançar.
A velha expressão – matar um leão por dia – é hoje uma grande verdade, a cada amanhecer nos preparamos para uma batalha, nos armamos, nos enfiamos para dentro de nossas couraças e máscaras e caminhamos para o ringue, muitas vezes escudados por um veículo que sofre com pancadas, freadas bruscas, arrancadas, fechadas e buracos.
Parece que a cada amanhecer nos preparamos para uma guerra sangrenta, que vai custar a vida ou a carreira de alguém. Que não seja a minha!
O que levou você a escolher esta profissão? Quando você participou do processo seletivo que o colocou nesta empresa, você teve o cuidado de também selecionar a empresa onde gostaria de trabalhar?
O que o mantém nesta posição ou organização? Se você tivesse o poder de escolha permaneceria onde está? Se ganhasse sozinho na mega sena, continuaria a fazer a mesma coisa?
Já falei outras vezes que essa vida não é ensaio, é a vida acontecendo enquanto estamos fazendo planos para quando emagrecermos, ganharmos salários de 4 dígitos, há sempre alguma condição para que possamos assumir nossos sonhos e vivê-los.
Em um livro “infantil”, Adriana Falcão diz que o sucesso é quando você faz algo que sabe fazer bem e todo mundo vê.
Se não podemos oferecer aquilo que não temos dentro de nós mesmos, como será possível liderar uma equipe ou mesmo um projeto sem paixão por ele?
Como inspirar pessoas a me acompanhar em um caminho se eu mesmo não estou inspirado?
Pense bem se existe outro caminho onde você pode fazer melhor o que faz, ou mesmo quem sabe encontrar a paixão no que está fazendo, talvez falte um pouco mais de sentimento para o seu hoje.
De tanto ouvir o refrão de que trabalho não é diversão, deixamos de procurar o prazer em nossas obrigações, deixamos escapar a alegria daquilo que fazemos.
Procure lançar novos olhares ao seu dia a dia, busque esse brilho no seu olhar para que possa transmitir àqueles ao seu redor e quem sabe desta forma melhorar um pouquinho o mundo a sua volta.
“Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia de sua vida”. Confúcio
O trabalho, mais do que uma obrigação, deveria ser fonte de realização, de satisfação com resultados obtidos, um meio para que cada indivíduo obtenha aquilo que deseja; para que desenvolva aquilo que gosta; que gera prazer e satisfação. O que observamos, entretanto, são pessoas infelizes, insatisfeitas, pessoas que se transformaram em seus cargos, carros, casas e que usam seus trabalhos não como meio de satisfação pessoal, mas como via de obtenção de uma imagem que se pretende alcançar.
A velha expressão – matar um leão por dia – é hoje uma grande verdade, a cada amanhecer nos preparamos para uma batalha, nos armamos, nos enfiamos para dentro de nossas couraças e máscaras e caminhamos para o ringue, muitas vezes escudados por um veículo que sofre com pancadas, freadas bruscas, arrancadas, fechadas e buracos.
Parece que a cada amanhecer nos preparamos para uma guerra sangrenta, que vai custar a vida ou a carreira de alguém. Que não seja a minha!
O que levou você a escolher esta profissão? Quando você participou do processo seletivo que o colocou nesta empresa, você teve o cuidado de também selecionar a empresa onde gostaria de trabalhar?
O que o mantém nesta posição ou organização? Se você tivesse o poder de escolha permaneceria onde está? Se ganhasse sozinho na mega sena, continuaria a fazer a mesma coisa?
Já falei outras vezes que essa vida não é ensaio, é a vida acontecendo enquanto estamos fazendo planos para quando emagrecermos, ganharmos salários de 4 dígitos, há sempre alguma condição para que possamos assumir nossos sonhos e vivê-los.
Em um livro “infantil”, Adriana Falcão diz que o sucesso é quando você faz algo que sabe fazer bem e todo mundo vê.
Se não podemos oferecer aquilo que não temos dentro de nós mesmos, como será possível liderar uma equipe ou mesmo um projeto sem paixão por ele?
Como inspirar pessoas a me acompanhar em um caminho se eu mesmo não estou inspirado?
Pense bem se existe outro caminho onde você pode fazer melhor o que faz, ou mesmo quem sabe encontrar a paixão no que está fazendo, talvez falte um pouco mais de sentimento para o seu hoje.
De tanto ouvir o refrão de que trabalho não é diversão, deixamos de procurar o prazer em nossas obrigações, deixamos escapar a alegria daquilo que fazemos.
Procure lançar novos olhares ao seu dia a dia, busque esse brilho no seu olhar para que possa transmitir àqueles ao seu redor e quem sabe desta forma melhorar um pouquinho o mundo a sua volta.
09 setembro, 2009
Medo do novo?
Monique Edelstein
Você se lembra quando pela primeira vez visitou uma nova cidade? Você precisou de um tempo para saber onde era melhor fazer compras, qual o melhor caminho e opções de transporte para chegar lá, onde tinha o café mais gostoso. E mesmo que alguém do local sugerisse algo, você precisou achar o que você gostava. Com certeza acertou e errou, se surpreendeu, se decepcionou, enfim, experimentou diferentes sensações e sentimentos até que se sentisse seguro e confiante.
Essa sensação de não saber ao certo para que lado virar, se a decisão tomada foi a mais acertada. Como é o novo? Quem sabe pré-dizer como será? Quem sabe a resposta sobre o futuro???
A cada dia mais e mais pessoas falam da importância da mudança, até lojas fazem concursos onde a pergunta é: “A minha maior mudança foi”.
Nosso cérebro resiste, “Como assim você quer fazer diferente? Eu já estou acostumado com este caminho e este peptídeo me agrada muito, vou ativar o centro do medo e você vai voltar atrás!”
Se o nosso próprio cérebro resiste, quem dirá aqueles que estão ao nosso redor. Vale lembrar que ao provocarmos mudanças, forçamos as pessoas modificarem seus comportamentos para conosco.
Use o seu passado como aprendizado, não despreze o que você viveu até este momento. Não seria justo. Nosso passado fará sempre parte da construção de nosso presente, não há como separar-se do quem fui, é este “quem fui” quem constrói o “quem serei”.
Perceba o quanto saímos fortalecidos de cada um destes momentos. O questionamento é importante assim como o autoconhecimento, mas a autocompaixão também é. Todos nós temos limites que devem ser respeitados, quebrados, jogados fora, para isso precisamos saber quem somos e como lidar com a possibilidade de erro, do acerto, do neutro.
Isso não é ensaio, é a vida, acontecendo enquanto fazemos planos para ela, já cantava John Lennon.
Coragem e energia. Se cair levanta e desenvolve a musculatura. Ninguém disse que não podemos chorar também e nos lamentar, apenas estamos usando nossa energia em outra direção. Não desperdice muito tempo nesta etapa. Qual atitude me dará melhores resultados? Qual delas me levará onde quero ir?
Ouvi outro dia uma expressão que adorei: “Modo autopolêmico”, aquele no qual ficamos remoendo o que poderia ter sido e não foi. Abandone este modo e parta para outro.
Isso é viver, isso é ter valido a pena. Meia vida, vida na retaguarda é desperdício.
Você tem essa força, use-a em seu benefício, seja feliz, brigue pelos seus sonhos. Transforme cada um deles em realidade.
Um forte abraço, e conte sempre comigo na sua trilha.
Você se lembra quando pela primeira vez visitou uma nova cidade? Você precisou de um tempo para saber onde era melhor fazer compras, qual o melhor caminho e opções de transporte para chegar lá, onde tinha o café mais gostoso. E mesmo que alguém do local sugerisse algo, você precisou achar o que você gostava. Com certeza acertou e errou, se surpreendeu, se decepcionou, enfim, experimentou diferentes sensações e sentimentos até que se sentisse seguro e confiante.
Essa sensação de não saber ao certo para que lado virar, se a decisão tomada foi a mais acertada. Como é o novo? Quem sabe pré-dizer como será? Quem sabe a resposta sobre o futuro???
A cada dia mais e mais pessoas falam da importância da mudança, até lojas fazem concursos onde a pergunta é: “A minha maior mudança foi”.
Nosso cérebro resiste, “Como assim você quer fazer diferente? Eu já estou acostumado com este caminho e este peptídeo me agrada muito, vou ativar o centro do medo e você vai voltar atrás!”
Se o nosso próprio cérebro resiste, quem dirá aqueles que estão ao nosso redor. Vale lembrar que ao provocarmos mudanças, forçamos as pessoas modificarem seus comportamentos para conosco.
Use o seu passado como aprendizado, não despreze o que você viveu até este momento. Não seria justo. Nosso passado fará sempre parte da construção de nosso presente, não há como separar-se do quem fui, é este “quem fui” quem constrói o “quem serei”.
Perceba o quanto saímos fortalecidos de cada um destes momentos. O questionamento é importante assim como o autoconhecimento, mas a autocompaixão também é. Todos nós temos limites que devem ser respeitados, quebrados, jogados fora, para isso precisamos saber quem somos e como lidar com a possibilidade de erro, do acerto, do neutro.
Isso não é ensaio, é a vida, acontecendo enquanto fazemos planos para ela, já cantava John Lennon.
Coragem e energia. Se cair levanta e desenvolve a musculatura. Ninguém disse que não podemos chorar também e nos lamentar, apenas estamos usando nossa energia em outra direção. Não desperdice muito tempo nesta etapa. Qual atitude me dará melhores resultados? Qual delas me levará onde quero ir?
Ouvi outro dia uma expressão que adorei: “Modo autopolêmico”, aquele no qual ficamos remoendo o que poderia ter sido e não foi. Abandone este modo e parta para outro.
Isso é viver, isso é ter valido a pena. Meia vida, vida na retaguarda é desperdício.
Você tem essa força, use-a em seu benefício, seja feliz, brigue pelos seus sonhos. Transforme cada um deles em realidade.
Um forte abraço, e conte sempre comigo na sua trilha.
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Mudança,
Vida
02 junho, 2009
O trabalho em equipe é possível
Monique Edelstein
Desde o começo dos tempos a humanidade busca se juntar em grupos, pequenos ou grandes, para obter um objetivo em comum.
Na era das cavernas, quando saiam à caça, os homens formavam pequenos grupos, ou mesmo duplas, para obter o alimento de suas famílias ou tribos ou, usando um termo mais atual, para sua comunidade.
Uma torcida é formada por um enorme numero de pessoas que tem como objetivo empurrar seu time a vitória. Isto é um grande grupo.
Há ainda o grupo imenso que é uma Escola de Samba, que tem o objetivo de ser eleita a melhor do ano em uma única apresentação, não há segunda chance.
Já o time, por sua vez, é formado por um menor número de pessoas com um mesmo objetivo.
Nos três casos podemos observar que há a união de pessoas para a obtenção de um mesmo objetivo, mas cada uma com suas habilidades e forma de atuação especifica.
No pequeno grupo já é possível notar uma divisão de papéis, aquele com melhor mira, aquele com melhor audição e assim por diante, não se aventurava sair sozinho, pois era perigoso. O grupo tinha como principal função a segurança de seus integrantes.
No torcida, por exemplo, não há divisão alguma, não há ordem, impera a desordem e ausência de liderança. O indivíduo se torna invisível quando no meio da multidão. Está lá atuando de forma passiva (embora não pareça), pouco pode efetivamente fazer para garantir o objetivo.
Já na Escola de Samba, apesar do seu tamanho, há ordem, há divisão de papéis, há organização e cada um carrega dentro de si o desejo de se consagrar campeão e atua como responsável por tal. Sua ação é diretamente responsável por cada ponto que a Escola irá obter.
No time de futebol, um número menor de pessoas com papéis bem definidos, cada um fazendo aquilo que faz melhor em uma posição estabelecida. Estas posições e papéis foram desta forma estabelecidos porque cada integrante foi avaliado e este é o seu melhor, desde o carregador dos uniformes até o atacante, cada um tem um papel claro e definido sobre o que deve ser feito. O objetivo é o mesmo. Todos compartilham do mesmo desejo e sonho da vitória.
Será que nos dedicamos tanto quanto deveríamos, para a estruturação destas equipes, quando montamos equipes de trabalho? Será que avaliamos cuidadosamente as pessoas que contratamos ou que promovemos? Será que elas são capazes de atuar em time? Quem determina o papel que irão cumprir sabe dizer com certeza se há habilidade para a realização da tarefa?
Equipes hoje são muito mais um grupo de pessoas brigando para se defender de possíveis falhas do que um time jogando para ganhar.
A formação de equipes é a base para o seu sucesso, não posso pretender que algo para o qual não dediquei atenção e esforço necessário irá gerar os resultados que eu pretendo.
Pessoas podem e devem ser desenvolvidas, mas é preciso que haja potencial para isso. Nem todos são bons nas mesmas tarefas e alguns se superam onde ninguém imaginava.
O primeiro passo para o resultado esperado é sem dúvida a formação de uma equipe consistente, consciente de suas funções e principalmente dos objetivos estabelecidos.
Para formar uma equipe é fundamental que se saiba o que se espera dela, somente desta forma saberemos quais as competências necessárias e poderemos estabelecer quem irá compor este time. Não confunda objetivo com tarefa, são duas coisas completamente distintas.
Objetivo, por exemplo, é onde queremos chegar, com que qualidade queremos concluir cada processo, qual o volume de crescimento que desejamos atingir, etc.
Atividade, por exemplo, é manter a limpeza, cumprir tarefas no tempo certo, etc.
Há um ditado antigo que diz: Se não sei para onde vou, qualquer direção serve.
Reflita se a sua direção está determinada, se os seus colaboradores sabem qual direção seguir e principalmente se você sabe quem pode e deve fazer o que na equipe hora em desenvolvimento.
Desde o começo dos tempos a humanidade busca se juntar em grupos, pequenos ou grandes, para obter um objetivo em comum.
Na era das cavernas, quando saiam à caça, os homens formavam pequenos grupos, ou mesmo duplas, para obter o alimento de suas famílias ou tribos ou, usando um termo mais atual, para sua comunidade.
Uma torcida é formada por um enorme numero de pessoas que tem como objetivo empurrar seu time a vitória. Isto é um grande grupo.
Há ainda o grupo imenso que é uma Escola de Samba, que tem o objetivo de ser eleita a melhor do ano em uma única apresentação, não há segunda chance.
Já o time, por sua vez, é formado por um menor número de pessoas com um mesmo objetivo.
Nos três casos podemos observar que há a união de pessoas para a obtenção de um mesmo objetivo, mas cada uma com suas habilidades e forma de atuação especifica.
No pequeno grupo já é possível notar uma divisão de papéis, aquele com melhor mira, aquele com melhor audição e assim por diante, não se aventurava sair sozinho, pois era perigoso. O grupo tinha como principal função a segurança de seus integrantes.
No torcida, por exemplo, não há divisão alguma, não há ordem, impera a desordem e ausência de liderança. O indivíduo se torna invisível quando no meio da multidão. Está lá atuando de forma passiva (embora não pareça), pouco pode efetivamente fazer para garantir o objetivo.
Já na Escola de Samba, apesar do seu tamanho, há ordem, há divisão de papéis, há organização e cada um carrega dentro de si o desejo de se consagrar campeão e atua como responsável por tal. Sua ação é diretamente responsável por cada ponto que a Escola irá obter.
No time de futebol, um número menor de pessoas com papéis bem definidos, cada um fazendo aquilo que faz melhor em uma posição estabelecida. Estas posições e papéis foram desta forma estabelecidos porque cada integrante foi avaliado e este é o seu melhor, desde o carregador dos uniformes até o atacante, cada um tem um papel claro e definido sobre o que deve ser feito. O objetivo é o mesmo. Todos compartilham do mesmo desejo e sonho da vitória.
Será que nos dedicamos tanto quanto deveríamos, para a estruturação destas equipes, quando montamos equipes de trabalho? Será que avaliamos cuidadosamente as pessoas que contratamos ou que promovemos? Será que elas são capazes de atuar em time? Quem determina o papel que irão cumprir sabe dizer com certeza se há habilidade para a realização da tarefa?
Equipes hoje são muito mais um grupo de pessoas brigando para se defender de possíveis falhas do que um time jogando para ganhar.
A formação de equipes é a base para o seu sucesso, não posso pretender que algo para o qual não dediquei atenção e esforço necessário irá gerar os resultados que eu pretendo.
Pessoas podem e devem ser desenvolvidas, mas é preciso que haja potencial para isso. Nem todos são bons nas mesmas tarefas e alguns se superam onde ninguém imaginava.
O primeiro passo para o resultado esperado é sem dúvida a formação de uma equipe consistente, consciente de suas funções e principalmente dos objetivos estabelecidos.
Para formar uma equipe é fundamental que se saiba o que se espera dela, somente desta forma saberemos quais as competências necessárias e poderemos estabelecer quem irá compor este time. Não confunda objetivo com tarefa, são duas coisas completamente distintas.
Objetivo, por exemplo, é onde queremos chegar, com que qualidade queremos concluir cada processo, qual o volume de crescimento que desejamos atingir, etc.
Atividade, por exemplo, é manter a limpeza, cumprir tarefas no tempo certo, etc.
Há um ditado antigo que diz: Se não sei para onde vou, qualquer direção serve.
Reflita se a sua direção está determinada, se os seus colaboradores sabem qual direção seguir e principalmente se você sabe quem pode e deve fazer o que na equipe hora em desenvolvimento.
01 junho, 2009
Onde estão se formando os futuros lideres?
Monique Edelstein
Onde estão se formando aqueles que ocuparão as cadeiras da liderança num futuro próximo?
A) Nos bancos das melhores Universidades do País?
B) Nos bancos das melhores escolas do País?
C) Em suas casas?
D) Nas danceterias e baladas?
Quem está formando estes futuros líderes?
A) Os professores de escolas renomadas?
B) Os motoristas ou babas ou arrumadeiras?
C) Os pais?
D) Os colegas?
Pois é! Nossos futuros lideres ainda são quase adolescentes ou quanto muito jovens adultos, muito jovens adultos.
Na configuração atual de nossa civilização, onde pai e mãe tampouco obtiveram lá muitas orientações e, portanto, não estão preparados para dá-las. Onde ambos trabalham exaustivamente para pagar a formação de seus filhos. Onde ambos sentem-se drenados em sua energia e o mais fácil é concordar do que argumentar. Onde nota-se claramente que pessoas estão perdidas, não tem a menor idéia de qual rumo seguir.
Lá atrás quando escolheram suas carreiras, o fizeram baseados em premissas muito mais externas a si mesmos do que de fato em atenção a um sonho ou desejo de realização.
Não havia sentido para tal, e, afinal de contas, “sonho não paga conta nem sustenta família”. “Olhe para seu pai, que carreira brilhante”, ou então, “olhe para seu pai, se matou a vida toda para lhe dar um estudo e agora você quer ser XXXX” (qualquer coisa que você sonhava diferente deles).
Será que estamos repetindo o papel de nossos pais, será que alguma vez paramos para pensar como seria diferente termos seguido um sonho? Mesmo que você tenha realizado uma carreira brilhante e seja reconhecido. E se você tivesse corrido atrás de seu sonho? Provavelmente teria obtido o mesmo o maior sucesso.
Voltemos aos nossos futuros líderes.
Quem está cuidando deste futuro? As notas em matemática estão ótimas, já em história nem tanto. Mas ele vai passar no vestibular, do que mesmo??? Será que é isso que ele vai fazer bem? Ele será um profissional capaz de liderar uma equipe em direção a uma meta estabelecida?
Na vida profissional as respostas não estarão em um livro. Que recursos internos ele possui que o habilitem a decidir, a fazer escolhas, a comandar uma empresa?
A hora de pensar o amanhã é agora, eu preciso pensar no cuidado com a semente se eu quiser colheita saudável em todos os níveis da vida desta pessoa. Não basta sucesso na carreira à custa de fracasso na vida pessoal.
Qual a base que está se formando para este futuro líder? Ele tem alguma percepção de como será seu futuro enquanto profissional? Ele sabe quais são suas limitações e como eliminá-las? Ele tem recursos internos consistentes para tomar decisões?
Onde estão se formando aqueles que ocuparão as cadeiras da liderança num futuro próximo?
A) Nos bancos das melhores Universidades do País?
B) Nos bancos das melhores escolas do País?
C) Em suas casas?
D) Nas danceterias e baladas?
Quem está formando estes futuros líderes?
A) Os professores de escolas renomadas?
B) Os motoristas ou babas ou arrumadeiras?
C) Os pais?
D) Os colegas?
Pois é! Nossos futuros lideres ainda são quase adolescentes ou quanto muito jovens adultos, muito jovens adultos.
Na configuração atual de nossa civilização, onde pai e mãe tampouco obtiveram lá muitas orientações e, portanto, não estão preparados para dá-las. Onde ambos trabalham exaustivamente para pagar a formação de seus filhos. Onde ambos sentem-se drenados em sua energia e o mais fácil é concordar do que argumentar. Onde nota-se claramente que pessoas estão perdidas, não tem a menor idéia de qual rumo seguir.
Lá atrás quando escolheram suas carreiras, o fizeram baseados em premissas muito mais externas a si mesmos do que de fato em atenção a um sonho ou desejo de realização.
Não havia sentido para tal, e, afinal de contas, “sonho não paga conta nem sustenta família”. “Olhe para seu pai, que carreira brilhante”, ou então, “olhe para seu pai, se matou a vida toda para lhe dar um estudo e agora você quer ser XXXX” (qualquer coisa que você sonhava diferente deles).
Será que estamos repetindo o papel de nossos pais, será que alguma vez paramos para pensar como seria diferente termos seguido um sonho? Mesmo que você tenha realizado uma carreira brilhante e seja reconhecido. E se você tivesse corrido atrás de seu sonho? Provavelmente teria obtido o mesmo o maior sucesso.
Voltemos aos nossos futuros líderes.
Quem está cuidando deste futuro? As notas em matemática estão ótimas, já em história nem tanto. Mas ele vai passar no vestibular, do que mesmo??? Será que é isso que ele vai fazer bem? Ele será um profissional capaz de liderar uma equipe em direção a uma meta estabelecida?
Na vida profissional as respostas não estarão em um livro. Que recursos internos ele possui que o habilitem a decidir, a fazer escolhas, a comandar uma empresa?
A hora de pensar o amanhã é agora, eu preciso pensar no cuidado com a semente se eu quiser colheita saudável em todos os níveis da vida desta pessoa. Não basta sucesso na carreira à custa de fracasso na vida pessoal.
Qual a base que está se formando para este futuro líder? Ele tem alguma percepção de como será seu futuro enquanto profissional? Ele sabe quais são suas limitações e como eliminá-las? Ele tem recursos internos consistentes para tomar decisões?
Marcadores:
Autoconhecimento,
Liderança,
Vida
Onde se aprende a liderança?
Monique Edelstein
Desde pequenos desenvolvemos formas de obter aquilo que queremos.
O bebe chora, a criança faz birra, a menina bonita usa do seu charme, o menino esperto usa de sua astúcia, e assim, cada um vai treinando uma diferente forma de chegar onde quer.
Alguns têm maior tendência ao comando e alguns preferem seguir, natural, ainda bem que temos as duas frentes, alguém precisa fazer. Uma idéia não é nada até que se transforme em algo palpável.
Já repararam que crianças são muito mais comportadas com estranhos do que com os pais?
Seu filho vai dormir na casa do amigo e você se espanta quando a mãe do amiguinho diz que ele se comportou muito bem!
O que isso significa? Pare para pensar. Seu filho sabe como lidar com situações e como tirar delas o que deseja.
E assim ele vai crescendo e desenvolvendo seu banco de dados de soluções para o futuro. E são estas soluções que ele aplicará em sua vida adulta, com o repertório de palavras e ações pertinentes (às vezes não tão pertinentes assim!!)
Quando adultos fazemos exatamente o que fazíamos quando crianças apenas de uma forma mais adaptada ao ambiente. Se você olhar bem de perto vai ver aquela menininha usando seu sorriso que derretia o coração do Papi, num formato que atende às demandas do ambiente e adaptando algumas ações.
A maneira como lidamos com nossas frustrações são idênticas à de nossa criança interna.
O estilo de liderança ou a forma de lidar com um líder estão se formando no início de nossas vidas e simplesmente não se pensa nisso ao longo da formação.
“Ele faz tênis, isso ajuda a ter um espírito de lutador e de seguir metas”, “ele faz vôlei e com isso aprende a trabalhar em equipe”, “ele frequenta aulas de idiomas, isto o prepara para falar com o mundo”, etc.
Quantas pessoas você conhece que tem o mais alto nível de formação em inglês, passou 15 anos em uma escola e na hora de abrir a boca para falar, simplesmente não fala, não é capaz de formar uma única frase.
Ele não teve oportunidade de exercer de fato a sua competência de liderança, de arcar com conseqüências de escolhas erradas, de celebrar as escolhas certas. De analisar e pensar estrategicamente em algo significativo diferente de como mentir ou esconder uma nota baixa.
Ele passará no vestibular, obterá uma graduação de renome. Mas, será que apenas isto é suficiente para que ele se posicione frente a um grupo de executivos, a frente de um grupo de acionistas, que ele seja capaz de formar uma equipe e conduzi-la ao sucesso?
Será o suficiente para que ao final de um dia ele sinta que está cumprindo um papel e que está de fato fazendo a diferença no mundo?
Que liderança este jovem irá praticar em sua vida adulta e quem estará lá para ampará-lo quando precisar se erguer de um tombo se ele não puder fazer isso sozinho?
Desde pequenos desenvolvemos formas de obter aquilo que queremos.
O bebe chora, a criança faz birra, a menina bonita usa do seu charme, o menino esperto usa de sua astúcia, e assim, cada um vai treinando uma diferente forma de chegar onde quer.
Alguns têm maior tendência ao comando e alguns preferem seguir, natural, ainda bem que temos as duas frentes, alguém precisa fazer. Uma idéia não é nada até que se transforme em algo palpável.
Já repararam que crianças são muito mais comportadas com estranhos do que com os pais?
Seu filho vai dormir na casa do amigo e você se espanta quando a mãe do amiguinho diz que ele se comportou muito bem!
O que isso significa? Pare para pensar. Seu filho sabe como lidar com situações e como tirar delas o que deseja.
E assim ele vai crescendo e desenvolvendo seu banco de dados de soluções para o futuro. E são estas soluções que ele aplicará em sua vida adulta, com o repertório de palavras e ações pertinentes (às vezes não tão pertinentes assim!!)
Quando adultos fazemos exatamente o que fazíamos quando crianças apenas de uma forma mais adaptada ao ambiente. Se você olhar bem de perto vai ver aquela menininha usando seu sorriso que derretia o coração do Papi, num formato que atende às demandas do ambiente e adaptando algumas ações.
A maneira como lidamos com nossas frustrações são idênticas à de nossa criança interna.
O estilo de liderança ou a forma de lidar com um líder estão se formando no início de nossas vidas e simplesmente não se pensa nisso ao longo da formação.
“Ele faz tênis, isso ajuda a ter um espírito de lutador e de seguir metas”, “ele faz vôlei e com isso aprende a trabalhar em equipe”, “ele frequenta aulas de idiomas, isto o prepara para falar com o mundo”, etc.
Quantas pessoas você conhece que tem o mais alto nível de formação em inglês, passou 15 anos em uma escola e na hora de abrir a boca para falar, simplesmente não fala, não é capaz de formar uma única frase.
Ele não teve oportunidade de exercer de fato a sua competência de liderança, de arcar com conseqüências de escolhas erradas, de celebrar as escolhas certas. De analisar e pensar estrategicamente em algo significativo diferente de como mentir ou esconder uma nota baixa.
Ele passará no vestibular, obterá uma graduação de renome. Mas, será que apenas isto é suficiente para que ele se posicione frente a um grupo de executivos, a frente de um grupo de acionistas, que ele seja capaz de formar uma equipe e conduzi-la ao sucesso?
Será o suficiente para que ao final de um dia ele sinta que está cumprindo um papel e que está de fato fazendo a diferença no mundo?
Que liderança este jovem irá praticar em sua vida adulta e quem estará lá para ampará-lo quando precisar se erguer de um tombo se ele não puder fazer isso sozinho?
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25 maio, 2009
A Ratoeira
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos.
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa! A galinha, disse:
- Desculpe-me Senhor Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me incomoda.
O rato foi até o porco e lhe disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Senhor Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.
O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:
- O que Senhor Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia caído na ratoeira. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia prendido a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou seu cutelo (pequeno facão) e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral.
O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
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